quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Energia diferente

Na sala desarrumada
perfumada pelo cheiro amadeirado
do violão cansado, deixado de lado
apoiado no sofá, cena de se admirar

Sentindo a lua como sua amante
energia de vida constante
mutação de tristeza pra leveza
raro de se notar que alegria é conhecida

Pula e abraça a noite
conecta-se, sente a relva orvalhada
seus pés são raízes de mogno
é um velho num corpo jovem, pula!

Pula para alcançar as mãos da lua
que com sua eletrecidade branca o tem
quase constrói um foguete para alcançá-la
mas lembra que a idéia é mais aconchegante
                                                       [que a realidade com outrem

Ainda assim mantém sua admiração
olhos fechados e peito aberto
uiva como lobo que busca sua matilha
mas essa já se foi, assim como seus pares e suas cantigas

Mas a solidão é boa pra manutenção
deste coração incessante no viver
amar é muito mais que prazer
hoje está em falta alguém que mereça tal querer

Mas noites são curtas e pesadelos longos
guiando por entre vielas e pesados troncos
bloqueando a vida  deixando no breu
mas é ele quem conduz, traz consigo no cajado, a luz

É mais um semeador de vida, de alegria
quer ser companheiro,parceiro de uma outra vida
quer um amor eterno, todavia não existem contos
tudo tem um findar, o que resta é amar, aproveitar, viver e desejar.

Boa energia

Uma boa energia é uma conexão
entre mente, corpo e coração
é querer melhorar estando bom
é querer sorrir estando triste
é querer um ponto, sem bases
é estar presente quando fugirem
é estar ao lado de quem corre
demonstrar que não cansou
é estar do lado quando estão atrás
boa energia é viver
boa vibe é se ter, pleno
feliz.

Groove bom

Não lesa 
pra destressar 
pula no lago 
deixe-se envolver pela energia 

A luz do dia é o refúgio
num groove bom
a goleada do sorriso
o abraço sem compromisso

Lave a alma nas águas turvas
perca tua depressão na vastidão
na profundidade deixe cair a lágrima
e deixa a mãe natureza te refugiar

Perspicaz essa alegria que brotou
é uma fonte inesgotável
cuida pra que não seque
cuide pra que tenha afluentes

Cuide para que seja boa
cuide para que poucos dela bebam
que muitos dela se beneficiem
que tua vibe seja luz

Um brinde ao sorriso despreocupado, a cerveja no sol ardente, ao abraço desejado, ao beijo roubado, um brinde a vida vadia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Poético

Não necessito de título pra me fazer lido
limitar, procurar, definir
não sou nada
sou misto, monstro

Sou inimigo de mim mesmo, daqueles que sorriem podres
amigo dos piores, aqueles que matam o que tem de bom
conhecido da morte, essa mesma que você pensou
velho ente querido do sol, esse que ilumina, meu pai

Não sei o que dizer na noite
que me chama pra andar, dar uma volta
essa luz de tom gelado, que me banha de sereno
sereno fico quando chuto a pedra, jogo no vidro e bato até quebrar

Quero que cobras troquem de pele, balas perdidas rasguem epidermes
que rompam com o usual , com o normal
quero que o mundo seja real, nada de imagem de jornal surreal
quero sentir-me vivo como outrora, que seja apenas um "terra a vista", uma nova aurora.

Madrugada produtiva


É estranho sentir-se leve e pesado ao mesmo, ser um paradoxo de dor e felicidade, morte e vida, loucura e sanidade. Estranho é ser normal nessa sociedade escrota, estranho é amar um semelhante. Feio é sentir que uma vida se esvai a cada lufada de ar que preenche meu pulmão, feio é tristeza no olhar na hora de acordar. Feio é amar e não estar pleno, é ouvir o sermão e não compreender, é ver palavras vazias num ar poluído. Sujo é sorrir mesmo podre por dentro, parecer lindo destruído. Pulmão enegrecido pelo cigarro, um aparelho ligado, uma linha separando... É lindo morrer... 

Mas aí a respiração no travesseiro, acompanhada daquele cheiro da manhã neblinada, os olhos de pupilas dilatadas ao perceber a luz penetrando no quarto, trazem a sensação de que tudo isso deveria ter sido verdade, a morte seria libertadora. A vida não é bela de se viver se você tem deveres que ninguém cumpre, a cumprir, fé que ninguém acredita, pra ter, dinheiro que todo mundo gasta, por você, sorriso que todo mundo tira,de você, o abraço que o mendigo seria mais digno de receber, que o cara que chefia você! ...







sábado, 10 de dezembro de 2011

Somos

Somos centelha de um maior
a um passo da verdade
um conjunto de cópias baratas
tudo vira lata

Somos mitologia, oxalás e cristos
a um passo da salvação
um monte ergue as mãos pra escuridão
Ovelhas prontas

Somos educados e moldados, modelos e conceitos
a um passo de acordar do sonho?
mete o pé e vai na fé
Revolução na sua porta

Somos Brasil, conjunto do mundo, mix de vida e morte
Moribundos na calçada, mortos nos carros, vivos nos bares
paradoxo de vida e morte comum no louco
Espero para observar, e rir se  você se matar, se é que viveu

Tá tudo muito longe do que tomamos por sonho
mas quem sabe o sonho pode ser de olhos abertos
pique "origem" num quarto estágio
eu tô voltando pro mundo real.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Não fumo
fumei cigarros

Não bebo
entornei até secar

Não sou feliz
e sorrio

Não sinto
mas choro

Não sinto falta
queria teu abraço

Não tenho vontade
tua companhia...

Não amo
amei você.
E se furou
mudou corte
mudou sorriso
mudou jeito

Mudou companhias
mudou estilo de vida
mudou objetivos
focou (findou)

Jura que foi
continua na mesma
chora de madrugada
aperta o coração

vestiu a máscara
tentou machucar
não é do feitio
tenta (?)

Continuou
tentou
foi (naquelas)
mas nunca mudou por dentro.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

tapa

Não convidarei, quero um gelo
arco de veneno no copo
mexer com os brios do teu eu
mirar em teus olhos como elite

Não ei de me acostumar
conosco rumo ao fundo
o ódio bate à porta
o ócio gera beleza

Na batida da cidade pacata nos geramos
sou fruto da ansiedade, tú da paciência
parcimônia é virtude, no inferno
agora não refreie, viva até a última gota de suor

Estranho como o rejeitar é calmo
o riso contido é um não verdadeiro
tira essa máscara e prova da tua forja
és tão falsa como meu amor.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Gangrenado

É um daqueles momentos
que a ânsia acomete
o estômago tem ferro e titânio

O peso é tanto que se mergulhar
não volta mais
nem boiar após o findar

Chimarrão e cigarro
pra acompanhar a torrente pensante
o fluxo mental é como da marginal, insano

Fique longe da Julieta, essa víbora
comeu teu coração e cuspiu o miocárdio
enquanto desfalece-te, ela ri

Imploro que não vá, bela rosa
arrancou-me o dedo e gangrenou-me a vida
neste findar, antes do amputamento, um último
                 [beijo nos lábios roxos, eu lhe peço.

Faça um dia valer a pena, olhe nos olhos, pegue nas mãos, acredite que  o " me desculpe" pode ser sincero. Que um entrelaçar de dedos é uma promessa de não tentar mais errar. Que o agradecimento pode ser real. Que sonhos podem ser verdadeiros. Acredite que o sonho é mais real quando se está acordado. Apenas, acredite.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Coletânea

Me faz acreditar em cada olhar, que cada toque é uma jura de amor eterno, que cada risada é uma promessa de futuro, que cada cacho desfeito é uma mágoa indo embora.Me faz acreditar que cada promessa é verdadeira, promessa que nem foi feita, hipótese jogada no ar pra ver quem pega.
(Rômulo Cesco)


Como eu posso te ver e não definir o quão feliz estou, o teu sorriso é porto seguro, teu colo, tua mão que acaricia meu rosto... Tudo, teu conjunto me completa, é encaixe complexo e milimétrico. Gosto de cheirar teu cabelo, teu pescoço, enquanto ouço tua respiração, baixinha no meu ouvido.
(Rômulo Cesco)

E eu choro só de lembrar teu rosto, lágrimas de saudosa saudade brotam sem querer, turvam minha visão, mas deixo fluir pois essas merecem, devem cair... São apenas reflexo de um sentimento que não cabe mais.
(Rômulo Cesco)

Eu me perdi na imensidão, na vastidão, nesse horizonte de mim mesmo. Quem tá me ajudando a encontrar o equilíbrio é você, minha luneta de olhar horizonte, "terra à vista", seria essa terra plena de felicidade?
(Rômulo Cesco)

Rompeu minha couraça tão rapidamente e hoje é dona do meu pensamento, retrato nas minhas pupilas e única no meu dizer.
(Rômulo Cesco)

Créditos a você, imprudência. Displicentemente me aproximei, alguns dias depois me apaixonei, hoje quero você comigo, você minha rainha, eu rei.
(Rômulo Cesco)

Sei que jogo tudo pro alto do nada, mas é ciúmes, é vontade de te ter só pra mim, perco a noção, em parte por sua culpa que não me deu escolha ao não ser te amar.
(Rômulo Cesco)

sábado, 26 de novembro de 2011

Tarde de verão

Sentado no escuro
eu lembro teu calor
teu sorriso sincero
minha mão indolor

Calor, insistência
sem alarde, suavidade no toque
encantador como Sinatra
tiro com carinho, e falo baixinho

Escultural, beleza anormal
vem aqui comigo, volta pro meu colo
a mão passeia como num parque
vem aqui, tenha paciência, tenha tempo

Entrelaça a perna
eu logo não resisto
mordo o lábio
e faço o sofá vira altar

E tu me olha, vira
olha pra cima, perde o controle
meu peito vira playground
parece criança com novo brinquedo

Lembro flashes, cheiros
doce e amargo, alegre e sorridente
nessa tarde, de um dia de verão
uma amostra grátis de amor eterno.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eis que o triste volta seco, a sonhar com novos horizontes, alento, puro alento. Puro sonho de utopia, sonho de amor feliz, sonho de giz, apagou, passou. Tristeza abate-se quando vê que não é real, irreal, nada palpável ou natural, nada mais que sonhos, fora do normal. Romantismo exacerbado, posse, loucura, insanidade, infantilidade e timidez, que na tez corroída e surrada pela vida, ainda trazem um sorriso, esboçado, mas um sorriso.
Quando a gente casar
quero um apê de frente pra lá
mas pode reservar agora
que é difícil de achar

Pode relaxar que eu ligo
e disso não esqueço
mas aprende a cozinhar
que eu quero coisas sortidas

E já planeja
a comida
a mesa
a vida


Vem comigo achar aquele presente lá
vem comigo olhar isso aqui
liga pro bud pra avisar (hahaha)
só pra fazer vontade de bk

Tua boca é tão bonita
eu nem tinha notado
teu riso é doce
teu encosto é posto


E já planeja
a comida
a mesa
a vida

Venha cá!

Trago-lhe, roubadas de um jardim simplório cuja dona era a velha Jô, tú me repreende por tal ato, eu não penso nem ter roubado, apenas trouxe a ti o que pra ti foi plantado, é de direito. Cada rosa do mundo é pra um amor avassalador, e pra ti trouxe várias.

Trouxe todas que pude encontrar, não só do jardim da Jô mas também de todas as senhoras que plantam flores a lembrar do amor que se foi, a se deliciar com o perfume imaculado de uma rosa que recém desabrocha. Esse perfume não deve derramar lágrima de saudosa saudade. Deve deixar cair teu olhar no meu, e como resultado uma bagunça nos lençóis, calores que emanam da singularidade. Um planeta nasce, uma vida prospera, um "eu te amo" é gritado entrecortado, fogos de artifício, não sei de onde vem, nem em que ordem, só sei que acontece. Venha cá, vou te virar de cabeça pra baixo e te fazer voltar, te ensinar o que é viver! Cada momento será nosso, depois vira poesia pra embalar a vida.

Você vem me embalando com o olhar, agora não quero mais parar, quero tudo o que você pode oferecer, pode ter certeza que meu mundo eu vou te dar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Leve

E é tanta gente, tão crente no bem presente. São tantas histórias que se cruzam, rezo a algum divino ser que todas essas tenham finais felizes, pois há de ter vitória na batalha da vida, senão de que teria motivo viver? Sofrer, cair e chorar, sem louros a coroar tal belo e homérico final? Queria ser poeta de mil faces mas só tenho uma, essa sim muda de tempos em tempos, hoje o mundo é belo e eu sem veneno.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pretty eyes

Now you, sweet little eyes, look at me, see that tear, am I crazy or I'm in love with you?
You came to me, with your own way, now you know your place, on my side, going with me
on my way .
Side by side, I'll catch you when you fall, I'll be you love, partner and friend, I'll be your all, your shield, your healing hug, I'll be your shoulder, your hand, I'll be you, on me.

You change in a few weeks,  you made me see how beautiful life is, how important can be one "good morning, love" , thanks for showing me the beauty of little things. Ur smile keeps me ok, in your arms is my new home.

I don't know about the safety of this journey, of this path. But I'll catch your hand and put on my heart, take it, it's a little cold, but it's yours. Now take care, it's fragile like glass and ice, if it breaks I'll gotta to build another one far, far away from you. After givin' you my most precious gift, I'll take your hand again, I'll rase my head, close my eyes, and you'll hear "TAKE ME AWAY FROM HERE, TO YOUR PARADISE" , then now it's your choice.

That's it! goodbye, sunshine!

I wish I could fly just like Icarus, I wish I could live all again, or not. Cannot know anymore, sometimes I wish you to come back, sometimes I laugh when I remember that I cryed for you in some part of my life, I just can't define how much pain you put me trough, but all I can say is "thank you", now I know how to treat a woman, I'll never make the same mistakes, "I'm sorry for breaking u heart, I'm sorry for pushing u away". You'll always be on my mind, but not like the usual, now you're just a bad memory, some dark part of my past, some past.

This isn't a dirty talking from a jerk, now I'm a man, you made that way, thanks again, but now, catch your train, that train is going where? I don't know and I don't fuckin' care, I don't like you anymore, there's an emptyness in my chest. Don't ever think in come back, I'll see you on my door, will open it for you, invite you in, and present you my new love, you lost the battle, go away and leave me alone with my brand new iron heart.

Now I'm looking forward, focus on myself, I'll be happy, I'll trully smile someday, instead of wearing masks, I will do it all that I haven't, I'll take care of myself, 'cause I'll learn how to love me.

Mais um hein

Vontade de me isolar, sumir e puxar o tapete de vários, mas sigo na caminhada isolado, sem inspiração pra poesia ou canção, mais um louco nessa vastidão de corpos no chão, inertes ao sol que lhes traria o sorriso, queria que nuvens fossem passageiras, mas tem algumas que só trazem chuva.

Me provoque, me agrada, mas não demais, não me deixa mal acostumado, sou exigente agora e na real, você é muito mais do que eu esperava.

São coisas soltas que brotam nessa mente desvairada e desconexa, queria que você entendesse, sim, você, que tá lendo. Que lesse minha mente e visse todas as imagens da minha vida, vejamos o que imagens, sem sensações acompanhando, iriam lhes trazer, porquê ainda insistem em falar que tudo pra mim é fácil. E ainda me vem com "mas você é inteligente pra caralho", como se isso adiantasse de algo. Como diria Crioulo "se você tem o dom é porquê tá devendo por dois".

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eu queria um anjo, um mártir, um alguém, mas é um talento nato esse de afastar quem eu mais quero do meu lado, pareço um predador, doce predador, atraio com doçura e pouco a pouco mato tudo o que construí. Andarilho de turmas, amizades e corações, até inimizades são tênues, não sei, talvez o mundo poderia ser mais cruel comigo.

É quase sempre que entro no carro-sol, eu me surpreendo em como ainda conseguem confiar em mim, devo ser bem persuasivo. Se bem que todas as vezes que me proponho a mudar, eu o faço.

Queria uma nova vida, de escolhas corretas, de minutos pra pensar ao invés de agir de ímpeto, sou firme com outros e devo ser comigo, sei o que é melhor pra mim e devo agir de acordo, vou me amar, de verdade.

Lembranças


Não vou negar que não sinto mais nada, não vou negar que minha boca treme quando você passa, não vou negar que meus sentimentos por ti são tão confusos quanto uma tempestade, não vou negar que minha vida sem você está vazia, sem propósito, pois o meu sempre foi você, mesmo errando. Mas eu vou sobreviver. O que eu esperava, acreditava, caiu, você nunca foi verdadeira, nunca tentou de verdade, não se entregou, mentiu. Não é vitimismo de canalha, mas poderia até ser e não estaria errado. Sei que me perdi em mim mesmo procurando por você. Não sei se volto, mas deixo, você vai. 

A real é que foram muitos planos, muitas experiências, tudo muito corrido pra nós, eu que desconhecia o amor só percebi a merda depois, queria que você soubesse que não, não menti nas horas que disse que te amava, mas que hoje o que sobrou é algo que nem eu sei definir, é um misto de ódio, raiva, decepção, amor, tristeza e lembranças. Tenho muitas imagens que me vêem a cabeça juntamente com teu sorriso, mas logo é substituído por palavras suas, escritas ou faladas. Lembro que tudo acabou, que não é mais sonho, que voamos muito alto e esquecemos de segurança, eu sei que a consideração ficou, mas nada mais restou. É ambiguo mas tudo que falei que foi volta, foi e ficou, não sei definir como eu sabia, me faltam palavras na boca seca e na mente turva, teu sol clareava meu dia, mas de forma alguma eu prefiro a volta, ilumine outros.Brinquedo velho não mais. Essa analogia de brinquedo faz parecer que não me importo, melhor assim, parecer é bom, é máscara fácil de usar, mas saiba que quando eu passar por você, eu já sei o que você está usando e de como está teu humor, teu olhar não mente. 

E eu ainda acho teus fios no meu travesseiro, tuas fotos em tudo o que eu tenho, não quero que você se vá de mim, de meu cerne, é parte de mim, tirar proveito do sofrer e crescer, vou seguir teus conselhos e cuidar de mim, vai ser feliz que minha felicidade eu faço. Ao menos eu aprendi a tratar bem, não vou cometer os mesmos erros, você me ensinou a conviver, compreender, viver. Deveria te agradecer ou te odiar? Ainda não sei, mas sei que se você for feliz nessa caminhada, que seja. 





 De nós apenas o vento da manhã, que me traz teu cheiro de rosas, a lembrança que fica é a mesma que vai, não sei, sei lá, vai que volta, oxalá.

Conhecer a mim

Existem dois tipos de erros, os que podem ser consertados e os que devem ser reparados urgentemente, logo. Tem alguém aí? Um alguém mesmo? Se bater em mim só terá um som oco, mais nada, não me lembro de já ter sido realmente feliz, só de acordar e achar que o dia está lindo só porquê tem alguém do lado. E é assim que deveria ser, felicidade só deveria depender de uma pessoa, eu, nada mais, ninguém mais.

 É estranho saber de muitas coisas e ao mesmo tempo saber que é pouco, que tem mais um mundo esperando. Nem do colegial saí e já tenho mais histórias erradas do que muita gente, é errado mas tenho um certo orgulho, sei que não conheço nada mas não posso negar prepotência em certas situações. É horrível ser podre pode dentro, pode acreditar, e saber disso é pior ainda.

Mais estranho ainda é ser a ambiguidade encarnada, tudo em mim tem dois lados, duas versões, as vezes até três, sou cheio de hipóteses e poucas certezas, essas poucas que caem dia a dia, tendo seus lugares tomados por outras novas. Sou uma mutação, metamorfose, mudança constante, nada é igual a ontem nem parecido com amanhã.

Sei que o legal seria conhecer a eu mesmo, mas todos os dias encontro mais vales desertos, mais fendas escuras, mais cavernas, dentro de mim. Sentimentos que desconhecia aparecem como se sempre habitassem meu ser, cruel não se conhecer. Nunca vou deixar de me surpreender, de surpreender outros, as vezes ruim, as vezes bom, nunca o mesmo, nunca parado.

domingo, 20 de novembro de 2011

Obrigado

Eu até ligaria, mas você não atenderia. Eu até gostaria de ser melhor mas posso te jurar que eu tento ser o melhor pra você e para nós. Gostaria de te falar tantas coisas que não posso ainda. Queria te dizer que ainda não preciso aguentar teus chiliques, teus anseios e receios, mas eu quero, eu quero tudo de você, tudo o que você pode ser, senão estaria correndo atrás de outras. Queria te dizer que quero ser teu companheiro, um alguém que você divida os problemas, um alguém que compreenda você por inteira, alguém que te conheça só pelo olhar... Queria te falar que você abriu meus olhos pra muitas coisas e me fez perceber que eu preciso me amar em primeiro lugar. Me mostrou que eu devo correr atrás dos meus objetivos e encaixar tudo, me mostrou que um abraço vale mais do que um beijo, que um "você é um idiota" é quase sinônimo de "eu te amo", pois os idiotas são os mais marcantes. Eu sei que fui, que sou um idiota, mas pretendo ser o homem da sua vida, então se prepara.

Não sei se é cedo para dizer, mas encontrei quem deveria no momento que deveria, então alguém me mandou um anjo? acho que sim, pássaros e corações não são muito diferentes, os dois voam, voam e voam muito antes de fazer um ninho. Eu voei demais, e meu ninho agora é o teu. É uma analogia diferente mas real, o que eu quero é ficar do teu lado o máximo que puder, ser chato, te apertar, faze cócegas só pra te irritar, correr atrás quando eu errar (o que é quase sempre), sorrir só de te ver, e te falar o quanto você me mudou em pouco tempo.

Obrigado por existir.

Falta de vida

Flashes de uma noite sem noção
sem parâmetros, sem padrão
foi tudo o que poderia ser
foitodas as possibilidades

Foi louco de pedra
foi amante da mãe terra
foi ele com amor
foi ele sem raiva e rancor

Até peter pan com mágica
nunca ser normal é a real
mas também fascina
quem de ser normal tem a sina

Mas na manhã que segue
acorda doído como surra
estúpida vontade de autodestruição
falta de amor próprio é fácil de reconhecer

Falta de estima para consigo
falta de manhãs com sorrisos
falta de abraços e carinhos
falta do sol.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Jogue os dados, que venha o destino!

Esse andarilho por entre corações
uma pessoa em inúmeras multidões
mais um na metrópole, submetrópole, subvida
protótipo de o que um pai almeja pra um filho

Voa muito e sempre cai, em lugares diferentes
nunca sozinho mas sempre só
seu refúgio já foi o pó
recostado no canto hoje se contenta com sorrisos

Em festas esboça sorrisos confia receoso no destino
paradoxos,paradigmas,comparações e teses
tudo misturado forma um perdido que se achou
mas ainda de tão tenro nem sabe o que é amor

Amor este que é o tormento de todo homem machucado
mais de vezes insiste na busca que lhe fere
mas sua alma nunca lhe sugere, fugir
sempre jogará os dados no acaso, vai que funciona.





" No cerne de qualquer um de nós existe um potencial, depende de nós fazê-lo viver"
(Rômulo Cesco)

Tempos

Já derrubei quem não deveria cair
tive que tirar da lama
quem não devia nem subir

Já deixei lágrima cair sem enxugar
por quem não merecia nem meu olhar
já fiz imagem de amor impossível, ridículo

A solução é uma fuga, mas ei de voltar
pra rotina, pra máscara, um dia cai e passa
a fuga é poesia e tudo que me possua

É tanta vida pra pouca idade
nadar nessa vastidão de mim mesmo
é sentimento,é paixão, é tudo isso de montão .

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fênix

É, foi um longo caminho, cicatrizes mostram que o tempo tem suas marcas, mas esse caminho tortuoso e úmido me levou até aqui, e faria tudo de novo, com ainda mais obstáculos se soubesse que ia te encontrar no mesmo ponto... Ali, pequena, carente, esperando por nada, olhando pro nada... 

E te encontrar de novo, te devolver ao mundo, te trazer de novo a vida, um sopro de ar no pulmão moribundo... Assim como você foi no meu, um ciumento, recém saído da molecagem. Um garoto que finalmente aprendeu as consequências dos atos, aprendeu a medir as palavras, aprendeu a tratar bem quem merece.

E eu me defini assim, pelo que eu era e com você posso ser tudo o que eu hoje sou, você me apareceu como uma luz, uma direção, me tirou do andar cego, me mostrou que ainda  pode ser bom, que tudo tem um porquê...

E me fez renascer para algo muito maior que eu, me fez ver que o centro do meu mundo não sou eu, é tudo que inclui tudo, é um oroboro de vida. Me fez entender que o amor não consiste só em palavras, me fez perceber que um olhar de relance mostra carinho, um toque mostra afeto e uma risada vale mais do que um eu te amo.

E não te amo porquê preciso de você, mas preciso de você porquê te amo...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sorriso que induz

Elas são encantadoras
meu sorriso que rende alegrias
nas faces surpresas pela experiência
fingir inocência

Deixar a mão navegar
um passeio a beira-mar, curvas sinuosas a passar
mãos frias, quentes, sensações essas
calafrios divinos a perspassar pela luz que emana, fogos

Quando me descobrem real
eu sorrio
quando vêem o prazer a brotar
eu apenas sorrio e continuo

Pedidos de pausa, término
só trazem chama mais alta
que por fim cedem
e nunca se arrependem

Blind's son

Olhos de um par
tenro na idade
velho no andar
conhece o mundo

Vê com olhos dos pais
na verdade é mais um
logo será um adulto
ainda um par de olhos

Ainda que ferido, pequeno e franzino
é guia de riqueza interior
aprendizado que transforma menino em mentor
talvez uma encarnação, algo redentor

Ainda a zelar por dois
luz não veio a todos
mas ainda sim veio nele
união da escuridão.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Flores do campo

Flores que brotam no jardim
prédio de poluição
coluna de espessa fumaça
ainda assim ela nasce

A menina mais bela
fala o "r" aberto
ainda assim nascem
com elas flores belas

Flores essas que nascem virgens
imaculadas por fim murcham mundo afora
renascem no mar
e renascem,morrem pra sempre no amar.

domingo, 13 de novembro de 2011

Isso sim é saudade.

Sentir voltade de olhar e não poder
de tocar e não conseguir
saber que quilômetros separam
e a distância é mera coincidência...
Que a falta que faz é mais que presença
é falta de calor, de colo, de amizade
do olhar que brota ao ver o sol nascer
que só nasce ao te ver...
Desse sol que vem com você
tão pequeno fruto de gerações
traz consigo a mensagem de vida
de amor, da partida...

Isso sim é saudade.

And I'm happy

Esse raio
filha da puta de raio
chocou e eletreficou

Snik surgiu
o velho saiu
e o tour recomeçou

É sempre peculiar
sempre vai acontecer
é rotina amar,morrer, reviver

Mas é rotina de mudança
peculiar essa última
súbita e feliz.

Old house

Sai na soleira
olha pra rua
tá chovendo
que vai fazer?

Vai sair de si
sei lá, tá louco
nunca esteve em si
tem é que voltar

Definição de louco é de cada um
pra ele é o que é, nada mais
vai saber...
apático, volta pra velha casa...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Passagem

A lua banha a noite
joga sua luz morta no mundo
um holofote em dois
no portão, cigarros e whisky

Dois que estão ali, divagando
olham para rua
três da matina de sexta
e ninguém passa

Política, drogas
bebida e vida
assuntos e psicotrópicos
as vezes bons, nunca ruins

Vão a eles, loucos da noite
eles estarão lá, aconselhando do portão
narrando a vida de quem passa, salvando que cai
do portão observando, medo do mundo? sei lá.

É

É tanto burburinho, é muita gente falando, só eu queria que fôssemos apenas nós?  Mas esse emaranhado de pessoas, esse nó de gente em cima de nós, sufoca. Causadores de brigas,irritações e discussões desnecessárias, não concordo com muita coisa, prefiro não exigir nada, tento compreender, não quero que mude, te quero como és. Se quero, devo aceitar o entorno.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Era pra ser

Era pra ser só um beijo
mas vi teu cabelo
e fiquei por mais tempo

Era pra ser um dia normal
mas vi teus olhos
e não resisti, foi uma segunda vez

Era pra ser uma vez a mais
mas teu sorriso me prendeu
e eu cai de novo

Era pra ser só mais uma vez
quem eu estou querendo enganar?
está sendo.

Era pra sermos amigos
nem tanto assim
mas eu quero você

Era pra ser nada de mais
mas agora pra ti escrevo
e sem razão penso em nós

Era pra sermos infelizes
mas nós sorrimos ao destino
e agora juntamos caminhos


E agora eu vi, era pra acontecer, pra ser, nós.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lua nova

E dizem que na lua nova trazem amores
esses tais amores perdidos por entre estrelas
escondidos por entre máscaras e facetas
no gelo construído pelo mundo, se escondem

Mas ainda vivo, sou fogo que queima
procuro e derreto, acho e aproveito
aproveito para despertar para vida
aproveito para trazer para minha

Trago de tal forma que não deixo mais sair
é meu esse coração
desdenhoso não, consciente
quero pra mim todo esse amor, o teu

Esse amor que foi achado na luz do sol
escuridão não existiu nem no momento de encontrar
é minha luz, holofote de vida que vara o breu
é a melhor que alguém conheceu, e esse alguém fui eu

Também só encontrei pela liberdade
essa que me trouxe felicidade
felicidade que trouxe o amor
e hoje esse amor me traz paz.

pequenos olhos

Meus olhos te procuram
eles falam tudo
queria te falar mas o medo...
esse de perder o que já conquistei

Ensaio tudo antes no espelho
tua é tão bonita
nunca disse
mas já havia reparado

Quero tanto te ter aqui
meloso ou direto? nenhum dos dois
você sabe do que eu to falando
prefiro deixar rolar

Quero teu sorriso de manhã
tua voz irritante no meu ouvido
tua mão apertando minha bochecha
mimada, chata, quero tudo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Jane

Não para
dá um tempo
logo volta pro veneno
veneno de doce Joan

Joan voltou pra mim
ou eu voltei pra ela
vai saber
acho que nunca a deixei

Figura de linguagem boa essa
Joan,Joana
mas tem primeiro nome
misterioso para xícaras sem borra

Borra essa que provém de fumaça
desvendando o desconhecido
em lagos,terrenos e céus
vamos reunir a esquadrilha.

Foi

Brinca com o isqueiro
vê fumaça e fogo
faísca esvoaçante
lembra de tudo e cai

Cai dentro de si
com em uma penseira
reviveu todos os momentos
e com carinho olhava

Como que sabendo que acabou
acabou e foi pro melhor
um brinde a nova era
um brinde a vida nova

A quem ele quer enganar?
é difícil esquecer um ano em um mês
mas logo vai, logo vai
tem ajuda de lábios pra trancar.

Danete de laranja

Lago, morro
nado e morro
morro na praia
lago de praia?

Lago praia
sem areia ou farofa
areia farofa fofa
farofa pra temperar o lago

Lago sem sol
vento gelado
oco por dentro
de vidro na margem

Cor danete essa
reflete laranjas fluorescentes
danete de laranja?
preciso dormir.

Vem cá

Horas iguais
siglas, capaz
corações
teen demais

Nada que já não tenha vivido
é diferente, mudou
eu mudei, gosta de mim como sou
milagre esse

Não me arrependo de nada
pequena, delicada
fuja comigo na calada
trouxe flores roubadas para ti

Pule a cerca
deixe essa blusa aí
meu calor é o que precisa
teu sorriso ilumina o caminho.

Entra no carro
vamos dar uma volta
nessa noite sem amarras
te direi quem sou

Docemente vou lhe dizer
que te quero mais e mais
não é pra ser fugaz, é chama
que deve queimar e não apagar

Chama que queima
não envenena
cresce e cria raiz
raiz de fogo sagaz em um coração capaz de amar a vida que lhe trago...

retrato pt2

É torpor leve
é chama que queima
leigo de viver
quer no lago seu viver

Não permitem, seguram
a água o seduz
que linda quando a luz reflete
uma água cor danete

Comer,mergulhar, virar
água, peixe, nada
entrar na imensidão
se perder na luz da escuridão

Se resigna, água funda
água lisa, ele seco e raso
preenchido de sonhos ocos
vai um dia se refazer de drenos

domingo, 6 de novembro de 2011

Medo

Seria esse medo empecilho
Medo esse que impede
esse que apaga chama
que sufoca carinho
medo maldito que
guarda pra si o amor...

sábado, 5 de novembro de 2011

Obrigado, dizem porcos

Somos todos ovelhas, zebras, porcos? Animais domesticados para o uso de outros animais? Tanto que somos etiquetados para não nos perdermos do rebanho, temos números de identificação, nome próprio... Isso lhe faz um cidadão, direitos e deveres ou um escravo da constituição? que só tem afazeres? O ideal anarquista se aproxima da utopia de felicidade, conceito longínquo até como utopia... Felicidade é momento, sorriso não perdura por mais de cinco minutos, piadas nojentas, satíricas e ridículas hoje fazem rir, amanhã não farão esboçar nem um sorriso... Ser humano, o que seria ser humano? Quem é humano, o que classifica um humano? a capacidade cognitiva mais avançada que de outros irmãos de planeta? Isso os torna superior? Não gostaria de fazer parte de uma raça que se diz tão boa, Sapiência que transborda mas boa parte do continente-mãe do mundo está entregue à fezes e podridão.

No ocidente, é mais subliminar, as pessoas tem medo, mensagens subliminares de que devemos ficar em casa brotam mais e mais, em nossos telejornais, nossos rádios, nossos vizinhos... Nossa vida é controlada, moldada para o medo, o "sentir pequeno e fraco" é o que querem, estamos sendo arrebanhados e mortos sem morrer, nos matam ao matar nossos sonhos, nem sei se estou vivo, pois não me lembro de já ter tido um sonho... Obrigado, modernidade...

O sentir do mundo

Era magro, pálido, quase transparente, não tinha amigos mas era alguém, era aquele que chegava de fones de ouvido e sentava-se no canto oposto da mesa do professor à direita, na última carteira, a quina da sala, chegava e saia, com seu carderno, intacto. Quem era esse garoto?

Caim tinha pena do mundo, não nasceu pra aprender, já sabia de tudo, não entendia o porquê de viver, sabia o caminho da prosperidade, o da maldade, conceito de fácil e errado, cresceu sem falar nada...

Até que um dia aquela pequena chegou a ele e perguntou quem ele era, disse-lhe que era Caim, sem sobrenome, sem detalhe... Ela lhe beijou, montou na moto e antes de colocar o capacete cochichou em seu ouvido... Eu te amo.

Nisso Caim apoiou-se no muro e agradeceu por viver. Caim sabia de tudo, agora precisa sentir tudo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Era um verão

Tua boca rosada rachada
risada que ria de rios de rumores
linda admirando lírios
sorridente enquanto ríamos salientes

Me dizia de outros perfumes
ria do rubor da raiva
e eu acompanhava sorridente
só queria tua companhia

Elogiava aleatória rindo-se de tudo
sorriso lindo desse pequeno frasco de tristeza
veneno destilado da língua doce
doce que disfarça amargo e podridão

" é brincadeira"
mal sabia que falsa afirmação era essa
real realidade reticências de vida
longos momentos encarando o nada...

Heranças de um verão gerador
de dor, descobertas, dúvidas
"era uma vez um futuro" e esse mesmo
esvaiu-se por entre finos dedos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Algo assim

Chega de repente
nem bate na porta
não pergunta se tem gente
machuca quando tem alguém ali

Expulsa alguém que está a tempo demais
tem validade, vida útil
peleja fria e constante essa no "coração"
em um órgão reside o que nos torna diferentes

Normalmente é próprio
do poeta, do músico, do talentoso
a dor, o nó, as borboletas
substituição do que era pra sempre.

Quem chora agora?
eu, tú, nós, a humanidade
desilusão, chorar por amor
não faz fraco e nem é indolor

Releio e percebo o quão vago ficou, mas é isso mesmo, pra viver temos que vagar, o amor reside em nós de muitas formas, cabe a nós alimentá-lo da forma que queremos, pois onde reside o amor, reside o ódio.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Prelúdio

Acontece, cai mesmo sem querer
é tudo pelo jeito, o tipo
o jeito de olhar, se comportar
contigo achei o que havia perdido

Não precisa mudar
eu só quero demonstrar
fazer do teu rosto minha melhor lembrança
do teu sorriso meu raiar de esperança

Não sei se é pressa
confusão é normal nesse meio tempo
muitas lembranças, várias experiências
há tempos que não me sentia assim

Tomarei meu tempo e lhe esperarei
tenho muita coisa a mostrar
é só o começo, uma crônica, um livro
uma história, tú acabará por decidir

O que reside em mim é ansiedade de adolescente
há de acontecer na hora certa
mas meu peito clama "agora"
e eu digo "sossega, felicidade logo chega".

Hallelujah

Estranho é ter sentimentos
em tal mundo cruel
vida tenra e já triste
"Hallelujah"

Estranho é ter sentimentos
surreal, sentir sem saber
coisa de louco, vai entender
"Hallelujah"

Estranho é ter sentimentos
tantos, e nem saber quais são
coração, órgão lúdico esse
"Hallelujah"

Estranho é ser taxado de louco
viver sem entender o porquê
estranho é ter sentimentos e nem saber onde estão
brindemos a isso, "Hallelujah".

domingo, 30 de outubro de 2011

Corre, corre!

A geração é essa o que falaram é só promessa
Promessa é só ilusão
vai pra rua então e luta com os irmão

Mas falaram tanto de revolução, o que que isso pra quem cresceu sem a direção?
e dizem prática faz antílope vira leão!
mas a maldita Vaidade faz o vacilão esquece o que é a porra da sua missão!
Eles falam de gírias, eu falo em dialeto
o mais correto pra mim é o errado que virou o certo

Vai que vai que o futuro é agora
zica sai fora, o meu futuro é na hora
o que eu faço é agora mas sem pensar essa porra nunca aflora.

A sua estrada é você quem faz
mas um canavial espesso só é transposto por quem é sagaz
então para de corre atrás de vadia, droga e boêmia
vira homem, cresce, faz o corre  pra agora salva sua vida

Mas a missão não se resume aos irmão
sua vida é bem mais que isso dae
tem um mundão pra corre agora por você
Os olhos que taxaram hoje são os que choram.
De inveja e arrependimento, pisaram, maltrataram teu talento.


(REFRÃO)
então corre,corre, corre,o  filho pródigo não morre.
corre, corre, corre, o filho pródigo não retorna nem morre!
Ele só corre na frente, na certeza que atrás vem gente
pode pá, mas a certeza é que ninguém vai passar
corre, corre que ninguém cansará.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comprovante de perdição

Deveria ter mantido
nós, integride,total
prato quebrado
cacos do nada

Plátanos ressecados
grama bege
lágrima de sangue
estais longe

Vai, se joga no mar das ilusões
acabe por provar o que previ
você vai se afogar, não vou salvar
rirei até chorar


Imagine, tudo diferente
uma vez daria certo
mas vá, faça sua vontade
e comprove.

Mais um

É um lindo cenário
um garoto
lago, cigarro
de cerveja embriagado

Plena quinta feira
nem saiu do colegial
pra ele é banal
saiu pra vida quando era fundamental

Fuma, bebe
fuma, bebe
fuma, bebe
sentido? nenhum, fugir? talvez

Mas devemos ressaltar
que está um sol de rachar
Latinha acabando
chora sem final

Sem finalidade
solta mágoas que só saem assim
menino que poderia ser querubim
mas queria ter cabelo de xaxim.

Som da vida

Ouça o som da vida
vida essa
que tanto me intriga
feche os olhos e olhe

Ouça e se molhe
fique mole
sem anseios
nada passa de falsos anseios

Relaxe, acalme-se
venha comigo
venha para marte
planeta esse morto, vivo conosco

Sinta os gostos
de cevada, etílico
bêbado lírico
solte a fumaça no seu eu indigno.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jogos de azar

Jogos de amor
azar e dor
estamos aqui
alheios ao cair das folhas
mãos atadas
olhos vendados
não vemos mais nada
o mundo gira
a vida passa
mas eu estou parado
espero que não esteja
jogue seus dados
já joguei os meus
quero que viva
não se prenda a mim
sou um prisioneiro
do meu próprio orgulho
procure um alguém
que lhe faça bem
digo isso da boca pra fora
não quero que vá embora.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pernas, sem

Esta doença que me pede piedade
"não é minha especialidade"
torturo ininterruptamente
até o inimigo morrer, esse sentimento

Sentimento que causa tal dor
excrucitante,triste e eterna
preferia ser pedra, estátua não sente
preferia ter missão a ficar no ócio

Me tiraram as pernas quando nasci
rastejo por entre palavras
tenho que aprender a andar
mas com tal sentimento é pior, a cada arrastar, uma lágrima

Se passar pela noite já fico feliz
demônios me assolam na escuridão
sono de esvai como se não fosse necessidade
e lá se vai minha arbitrariedade.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pássaro Negro

Este tal pássaro 
Engaiolado canta triste 
Sonha em voar para longe 
mas não posso deixar 
pois no momento em que voar 
dará meia volta pra me atacar 
ao libertar tal vastidão de voo 
dou asas para o que pode ser meu fim. 
Em sonho este maldito se liberta 
E finda meu sofrimento na forma direta 
pode ser sonho, mas o abismo é real 
caio como devo, simples mortal
mais um a escapar da verdade 
da dita felicidade 
culpa do pássaro negro, que sou eu na verdade.

 

Come girl, come to me.

Come with me
take my hand
I'll show u the paradise
my own personal paradise

You'll be happy
by my side
if not
I'll not stop u from going away

Come, come girl
come lil' darling
It's alright
It's cold and dark out there
but by my side it's warm e well lighted

Come girl, come to me.

Trough the night

Peguei minha mochila e saí
botei minha bota
coloquei meu casaco surrado
e saí

andei, andei, andei
por entre avenidas e ruas
pedindo carona e tocando na chuva
cheguei aqui

E te encontrei garota
não sei se devo ficar
sou do mundo
mas se quiser, essa noite posso ficar aqui

Se me prometer que me ama pela eternidade
mesmo que a eternidade, dure uma madrugada
depois de cervejas e maços, vou me embora
deixo você na saudade, mas com a certeza do amor

Em alguns dias vou te esquecer, mas tú vais lembrar
e vai se orgulhar daquele que te roubou e amou
tão fulgaz como um raio, mas assim marcante
te deixei desnorteada, venha a meu encontro um dia...

Geração sem crítica

Logo quando tu nasce
já tá na merda
descer mais é difícil
já que está até o pescoço de mentiras

Mentiras contadas pra te proteger
dizem teus mestres, ou ao menos os que deveriam ser
se é crítico, sai da porra do rebanho
cortam e chamam de mau exemplo

Logo a equação resolvida
são vinte reais pra pagar a cerveja do bar
e o cinzeiro cheio de cigarros
mas nada comparado a atmosfera de medo

Os jovens que ouvem à mídia
acabam por se vangloriar
de bem sucedidos no futuro
mas mal sabem que é isso que eles querem

Mal sabem que a verdade não é aquela que tá no jornal
mal sabem que a vida que levam é uma ilusão
sorriem para ti, enquanto matam teus sonhos
tudo não passa de ilusão, o ciclo de desgraça já é estabelecido

Mal sabem que são apenas grandes marionetes
riem e lhe chamam " louco" quando fala a verdade
então decide se calar, esperar que se quebrem
mas muitos morrem sem ver o quadro como é

Um pequeno grupo comanda
e uma nação toda padece lentamente
enquanto enchem seus bolsos de dinheiro
enquanto pais são presos por um pote de margarina.

Essa tal de...

Maldição dos tempos modernos
palavra recente no dicionário
desculpa  de quem tem medo
explicação da medicina pra quem é fraco

Assola essa humanidade
não por acaso, só surgiu a partir do ócio
que essa gente tão sabida venerou
o trabalho enobrece, dizem alguns

Horas vagas pra diversão até voto
pausas pra dias tranquilos também
mas fazer disso um estilo
é de cada um, arcar também...

Estranha a mim, é essa tal de depressão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sentido?

Fascínio por fogo, fumaça
como tudo se mistura e some
somos todos fumaça
sumimos na multidão

Esvanecemos depois de brilhar
ao menos que pouco
conectar conosco, com o "eu"
não mais, a conexão é com a internet

Globalização, interligados a tudo
com tudo há uma conexão
enquanto isso deixamos  morrer o importante
deixamos morrer o coração

Coração não como órgão
mas como fonte da vida
o beijo é banal, sexo é casual
cadê o sentido? correr atrás de papel...

Informação desnecessária
todo dia, toda hora
é rotina virar idiota
o crítico é malvisto, enquanto o babaca prospera.

Trecho do livro

"Confesso que tenho alguns hábitos anormais, principalmente para minha idade, as vezes, de madrugada, mesmo em dia de semana, sento-me no banco do quintal, e observo o lago e me concentro nos barulhos aleatórios, mosquitos que voam perto do meu ouvido, carros na rodovia, pingos de chuva caindo na árvore que me protege, tudo isso forma uma linda sinfonia enquanto fumo meu cigarro. "

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pra te ver queimar

Costumava puxar
pra te ajudar a queimar
hoje vou
pra te ver queimar

Com um esgar
verei seu coração parar
e quando a brasa emaecer
vou saber que te fiz sofrer

Me entorpeci
também para fugir
e nele brotou a idéia
de te perseguir

No final quem sorriu fui eu
tudo que tu eras
morreu
morreu enfim, minha dor.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pedido!

Morfeu, aliado de Cronos
inimigo de Zeus
me deixe em chamas
não me deixe cair, não em ti

Não devo, tuas visões me alucinam
ó Zeus, ofusca tal poder
me deixe viver acordado
não me deixe mais viver endiabrado

E por sonhos malditos atormentado
cavaleiro teu ei de ser
se tu me ajudar, irei ajudar você
sem recíproca, sem mais

Rogo-lhe perdão
pois sei que mal fiz
mas deixe Morfeu fora disso
o deixe longe de mim

Deixe-o pra sempre
tenho medo
ando no orvalho da madrugada
temendo seu ataque inesperado

Se for pra morrer, que seja por teu raio.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meretriz

Ela poderia ter sido tudo
mas se tornou o nada
o ócio a preencheu
se tornou uma meretriz

Não daquelas que tiram teus problemas
mas sim daquelas ruins
que tomam-lhe a cabeça de sopetão
e te fazem ficar louco em uma noite

Arruinou a vida de muitos e muitos homens
que viriam a deitar-se com ela
com deleite ela os via cair em suas armadilhas
jogo de sedução e perspicácia era o dela, ela criava e destruia

Deusa dos amantes endiabrados
divertia-se e depois os jogava a ruína
toda essa maldade aparente pra esconder-se do amor
essa menina que virou mulher antes da hora

Pela vida que levou, o amor em si não a encontrou
paixões carnais e tanto dinheiro que ela não sabia lidar
cheirou sua fortuna em noites exageradas
e por fim morreu só, sem amor e cheia de rancor.

Ele, em algum lugar

Sento no mesmo banco
penso, penso, penso
que ei de fazer?
Ociosidade já é presente

Sentar e fumar enquanto finjo pensar
para ninguém, ninguém mesmo pesar
nada de luz, o sol deixa apenas brilho
e quando a lua me banha, aí me encontro

Descolados usam drogas
fumam e cheiram tudo o que veêm
e eu continuo no meu cigarro
me organizo, ao menos não me perco em outro mundo

Sei de tudo, a noite é minha mão
a conheço como me conheço
bitucas, copos e beijos
todos tão fúteis como garotas da capricho

Ouço de tudo, mesmos papos de idiotas
cercado de ascéfalos, essa é minha vida
queria cultura, amor pela verdade, mas o vazio me preenche
tantos talentos incutidos em uma só pessoa, nenhum a ser usado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Não se avexe.

Noite serena ,pequena
cheia de lágrimas árduas
derramadas por ti
mas não de dor ou tristeza

Todas de felicidade
nada que bata a saudade
mas ainda assim
um princípio de felicidade

O que éramos já foi
o ontem ficou pra depois
amanhã é coisa de Tupã
teu hoje sou eu, lhe acordando
                                   [de manhã

Olhos cinzas de pessoas amarguradas
os teus tem mel, que adoçam minha calada
que vem me tirar a anemia de vida
e vem me trazer saudável a vida

Lhe aguardo o chamado
duvidoso de tuas intenções
diria Zeus que sou tolo
mas teu beijo anseio, de novo e de novo

E faria esperar por mais mil anos
pois se nosso encontro fosse mundano
bichos encarnaríamos
nisso, só a carne poderia temer por nós

Não se avexe, não há de de se machucar
só a mim, prazer dará
isso nunca há de incomodar?
Sra, venha pra mim, me dê felicidade, agora.

sábado, 8 de outubro de 2011

Realidade

Balada

- Ei marcinho, joga esse pó aí na mesa porra! - fala Julinho, boyzinho do Sul de São Paulo, enquanto seu amigo, "irmão" como ele falava, jogava dois pinos de cocaína em uma balada da zona sul, também.
- Agora vamo cheira tudo e meter nessas vagabundas que estão com a gente porra!
Então Julinho e marcinho cheiram um pino cada um, e voltavam pra sua vida sem nenhum problema.

Favela

- Ei Boy, o pino é dez, vai querer? - Falou Jibóia, um dos muitos vapores da sul, que não devia ter mais que quinze anos.
- Vo, dá dez aí.  E tirando a nota de cem reais da carteira recheada, Marcinho comprou.

Mais tarde:
- Hoje o lucro foi grande em, os boy compraram dez mano,  vou logo passar a mão nessa aqui em, minha mãe tá doente, vou comprar remédio pra ela. Então Jibóia pegou a nota de cem e e enfiou no bolso.


Casa do Patrão

- Moleque, tú achou que eu não ia perceber? Quem manda nessa porra sou eu, vai me roubar? Sempre vai chegar no meu ouvido, tú vai morrer safado.  - Colombia, o dono da boca, sacou a arma e matou Jibóia, e tirou a nota de cem da bermuda que vestia seu corpo inerte.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acordar, agora.

Não vejo mais sinais vitais, em nenhum de nós, a juventude está sem pulsação, não vive, sobrevive, hoje tudo é errado, estamos tomados pelo ideal capitalista, tudo é questão monetária, os objetivos de muitos a minha volta são, beber, beber, ganhar dinheiro pra perseguir mais garotas! "Tá meu amigo, isso é fase, mas e quando isso acabar? um dia você vai se cansar, e depois, qual será teu objetivo? quer se tornar mais um ser vazio? pensa!"
Ninguém tem mais criticidade, os que pensam que tem adoram ser "do contra", tudo tá errado, tudo tem que ser diferente, não é por aí amigo, do mesmo jeito caem no senso comum, tá todo mundo parecendo formiga sem formigueiro, sem rumo! Vamos acordar, traçar e correr atrás de objetivos, juventude!

Volta!

Perdeu tua consciência?
não no sentido de beber e não lembrar
isso pra mim é normal
normal acordar na vala e seguir o dia, é bom

Tú te perdeu nas curvas daquela pequena
nunca mais se achou
continuou na curva e rumou ao precipício
a cautela não existiu, correu demais

Nisso tua consciência se foi
esvaiu, hoje tú é rotina
é automático, é pássaro engaiolado
é como Andrômeda esperando a maré subir

Meu irmão, tú foi pequeno
tú foi moleque, não se entregue assim
é experiência, não exatidão, aprenda e siga
nunca confie n'uma pequena, que pode lhe despedaçar

Volta pro mundo
pede carona, a estrada tá aí
tens muitas curvas a tua volta
o precipício não é tão fundo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Jardim de lápides

Deitado sobre a relva 
aves de rapina no céu 
neve caindo 
pintando o cenário de um branco pálido 

Assim como seu rosto 
antes moreno com o sol e felicidade
pálido de neve e falta de lucidez 
esta terra há muito esquecida o abriga 

Pois ele e a terra tem muito em comum 
dois esquecidos, compartilhando palidez profunda
tanto mental quando naturalmente terna na dor
Ao som de violinos imagina sua morte 

Ópera a regar-lhe os monólogos 
sozinho ele não se entrega ao supérfluo 
parece que há muito, ele era feliz 
estava ali, deitado, na mesma ravina 

Mas estava acompanhado 
deitado com sua bela donzela 
pássaros coloridos voavam 
estranho como tudo mudou 

Nada é mais como era 
a morte devastou e o deixou sem chão 
lhe levou a vida, a levou 
e ele sobreviveu,ficou, a que propósito? 

No tudo que ficou, nada mais achou
viajou o mundo a procura de algo 
mas nunca encontrou, voltou 
e lá encontrou, tudo como deixou

Em que difere esse cenário... 
A ravina virou cemitério, está em cima do túmulo
o de sua amada, jovens passam ao longe e nem se espantam
não sabem se ele está vivo, ou morreu quando ela se foi.

Love

A lágrima que rola
não é de dor
o pranto não é por deixar de tentar
é de tanto te amar

Já dizia a música, o amor nos deixará vivos
ah sim garota, deixará, pois é por ti e por ele que vivo
vai nos deixar vivos, pra viver o que devemos viver
juntos, mãos dadas, pôr do sol quando houver

Tempestades, pro que der e vier.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Irmã

Lágrimas que se confundem com ódio
não sabe se chora de amor,de dor ou decepção
acho que o misto dos três
ela está lá, sem chão, o moleque que bancou o machão levou seu coração

Orgulho de ser amada não existe, ela se perde na própria cabeça
por ser boa, tem amigos pra se apoiar, o que seria dela se não existissem?
só sei que os tem, pro que der e vier
eles estarão aqui aqui até a dor passar e o sangramento estancar...

Eu te amo, irmã.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Esperança

Estou olhando pra lá, longe ao horizonte
me sinto impelido a algo
não consigo discernir o que é
logo me encontro, acho a voz

No fundo ouço um clamor
é um de meus prisioneiros
chamando meu nome, "solte-me" grita
grito de volta " não posso, não devo"

Não devo por orgulho
nada de perdão para algo que condenei
penso como um agente prisional
esperança de mudança não pode se manter real.

E ainda assim, não calo esse detento
que grita, quebra a sua cela, e na transferência foge
corre para tão longe que o perco
não faço questão de procurar

Depois de algum tempo me fala enquanto sonhador
volta a se manifestar, mas não diz sua posição
está em paz, não há motivos para persegui-lo
esqueci de seu nome, que um dia registrei como "bondade"

"Persiga-o","deixe-o, governe a si mesmo"
conselhos diversos de urubus
grasnam como corvos animados
vêem minha aflição e dela tiram diversão

Logo descubro que meu fugitivo
fundou um estado independente que vem crescendo
e agregando muitos outros fugitivos
todos querem uma mesma coisa. O nome do lugar?

Esperança.


 De onde viria essa esperança
sentimento tal que nunca existiu
ou será que coexistiu, sempre com a dor?
sempre na alma minha, a mesma de seu criador?

Soleira

Estou sentado
na tua soleira
esperando que saias
te levarei na escola

Te buscarei na saída
te levarei ao cinema
promessas de amor
renúncia à dor

Não mais lhe farei sofrer
quero te amar
lhe ver sorrir
eu espero...

Um beijo teu me dá forças
se quiseres espero toda vida
um dia contigo já me vale o mês
um sorriso teu já me vale o dia


Espera pode ser triste
um cessar de batimentos sem o perdão
um olhar perdido pra sempre na escuridão
uma vida perdida, mais uma em vão

Mas contrariando expectativas
não há desmotivação
há forças, que brotam do chão
brotam do olhar, e lhe sigo, vigio, como um cão


Ah espero,garota
me dá barreiras contra mal alheio
me dá sustento no dia frio
me dá calor quando sentes calafrios...

Espera que pode ser triste
um cessar de batimentos sem o perdão
um olhar perdido pra sempre na escuridão
uma vida perdida, mais uma em vão

Mas contrariando expectativas
não há desmotivação
há forças, que brotam do chão
brotam do olhar, e lhe sigo, vigio, como um cão

domingo, 25 de setembro de 2011

Carcereiro

Se baseia nas palavras
daquela pessoa
"o karma vai te pegar"
e ele foge

Foge, esconde, muda
mas o karma ainda chega
a bosta é no ventilador
pega em todos nós

Mas um dia brilha
o sol, o diamante, a lua
a salvação
na visão de cada um

Vidas dentro de uma
pessoas dentro de mim
todas gritando e se debatendo
querem viver, não mais presas ficar

Prendo, crio mais vidas para encarcerar
sou um guarda prisional
nada me passa, deixo todos enjaulados
deixo sair a que já mudou em essência

Seres sem face, presos e acuados
carcereiro malvado, de chibata em punho
esperando um sinal de vida interior
para suprir em dor.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Novo

Novo, de novo
tiro o forro
num repente
estou no jogo

Volto a campo
sou substituto de idiota
parafraseando futebol
saí perneta e voltei craque

Sorrio a toa, a vida tá boa
paro pensar, não sou bobo
sei que uma hora, deprê volta
mas hoje, ela ta sem hora

Não quero mais saber
amor de araque eu não quero
contratei publicidade positiva
nada mais de fogo na minha foto.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Construção part.1

Cansei, da cidade
do mato, do asfalto
das árvores, das pessoas
queria pra mim, uma praia

Deserta de gente e de vida
apenas um lago, de bom tamanho
pra construir felicidade
um dinheiro pra gastar

Nada a me preocupar
cansei de tudo
do mundo que me ataca
do mundo que me defende

Não quero mais nada
quero fugir
mas pra quê fugir
sendo que minha vida é aqui?

Sou muito mais do que sou eu
sou amor, sou família, sou fé
mas cansei de cigarro, de putaria e cabaré
quero um amor, pra ser feliz, pro que der e vier

Caminhos estreitos

Fora, sozinho ao relento
na cara, o vento
nada de amigos
todos perdidos

Não é mais iludido
sua fé é em si mesmo
hoje em dia, só conhecidos
nada de aproximar, distância dos mortais

Perdeu a fé no mundo
política é suja
rosas são podres
lindas,encantadoras, mas podres

Caminhamos para o caos
ninguém mais se importa
o que senta ao lado
no final do dia come bosta

Pra sobreviver
pra ter o que comer
não vê sentido na vida
nada de pureza sadia

Tenta achar um caminho
mas na encruzilhada para
estradas são tortuosas
muitos desvios, nenhuma certeza

Certo que do mesmo destino todos compartilham
trilha o seu, " o que tiver que ser, será" pensa consigo
fuma,bebe,estuda,melhora,piora,some,regressa
como se nada tivesse acontecido, e a cada raiar, a máscara é colocada.

domingo, 11 de setembro de 2011

Início do fim?

O ar é tóxico
enche meu peito de rancor
meus olhos de lágrimas
o amor se perdeu quando me disse adeus

Entro na escuridão de mim mesmo
só pra aumentar a dor, um dia ela sai
quem sabe um dia
um projeto de sorriso sincero apareça

Até lá sigo vagando
em mim, na rua, na avenida
perdido em mim mesmo
pensamentos nebulosos como uma contelação embaralhada

Depressão a espreita
saio pra fumar um cigarro
a cada tragada, vai um pouco de vida
acendo e apago, acendo e apago

Sinto vontade de sair
mas logo passa
e no vazio que você deixou
eu caio

Caio de baque
vejo que é o solo
olho pro lado, por reflexo
você não está mais lá

Olho pra lua, imponente
olho pro lado
cheio de ser insolente
quero ser humilde, decente

Olho pro verso do maço
está estampado "morte"
não seria uma puta sorte?
perdi a vontade...

Mais cigarro, menos cigarro
não é comigo que me importo
vai ficar bem, talvez outro alguém
lhe apareça e lhe faça amar outra vez

Enfeitado

Terra, tênis sujo
camisas brancas na lama
cenário cabreiro
um dito puteiro

Mas só um terreno
cheio de veneno
na língua, no toque
perversidade em estoque

Calça e bermuda
ambas jogadas de lado
calcinha e cueca
e o soutien... sem par

Terceiras intenções
agora à mostra
corta caminho?
desculpa de bosta

Subitamente, um surto
de consciência
"não posso tirar sua pureza"
respeito e sinceridade, raridade

se não fosse de partir o coração
seria até romântico
mas nada foi até o final
ele é bom demais pra ser mau.

sábado, 10 de setembro de 2011

Paixão tristonha

Seria errado aceitar
esse sofrimento com humildade?
não lhe resta mais nada
nem chão ou coração

Tão doce, tão gentil
amarga e rude ficou
por sua influência
é paixão tristonha

Caíram céus, montanhas
em cabeças, mas eles ficaram juntos
como o  amor triste os segurou, ninguém entende
é muito mais do que se pode imaginar

Ele não pensa, fuma
não vive, bebe
vitalidade se esvai a cada dia
porque sabe que

A boca que beijou
a boca que disse que amou
a boca que lhe foi gentil
é a mesma que lhe disse adeus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dor

Acho que sou masoquista
a dor lascinante
me força a ir adiante
hoje vivo pelo instante

Fuja, louco!
é o que me falam
viva, babaca!
é o que penso

Pretendo continuar
esse sofrimento é bom
clareza de pensamento
enquanto a dor está aqui.

Clamor de um solitário

Nem sei quantos cigarros fumei
não sei o quanto bebi
perdi a conta na décima
perdi a vontade com a lembrança

Só sei que sinto tua falta
um clamor de um solitário
que vaga por entre noites
e não suporta nenhum sol

Pois ele me lembra você
devasta essa vastidão de vida
tudo a minha volta brilha
mas aqui dentro é escuro

Não sei se voltas
nem sei se quero que voltes
estais melhor assim
sua felicidade acima de minha dor

Nada pra chorar
lágrimas se confundem
com as garrafas vazias
nada mais é real, quem sou eu?

Não sei se sou pássaro
cachorro ou humano
tudo é tão mundano e insano
quero fugir e nunca mais voltar

Ver o mundo, provar até cansar
um dia quem sabe voltar
ambiguidade presente no meu cerne
quero te ver, de longe.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Andorinha

Prenda a respiração e solte
sabe o que é isso?
Liberdade
sensação pura e só tua

Pode voar, beber
acordar sedento
e depois beber mais
ninguém para prestar contas

Temos de voar, e voar
de muitas águas beber
até decidir qual a mais fortificante
mais pura e saudável para nós


Um pássaro engaiolado muito tempo
depois de solto voa sem parar
voe, voe, faça teu ninho
uma vez que cansar de voar.

Hoje, aqui, amanhã, quem sabe?

Mesmo que meu maior inimigo
seja eu
serei ainda teu Romeu
lhe farei sorrir com flores entregues

Lhe farei rir de tolices alheias
lhe darei um mundo
que ei de descobrir
com ou sem você

Se não fores comigo
voltarei para lhe dar
o mundo, todo
de presente, sem promessas

Sem terceiras intenções
só uma recompensa, por me dar a vida
de resto fará o que quiser, estarei aqui
ou lá, acolá, tens meu coração em teu peito

Não há dúvidas, te amo
mas donzela,sou bom para ti?
sou gentil para com meu amor
mas e para ti?

Mas se para ti sou tirano
cruel, mentiroso e insano
prefiro manter assim
a dor não será sua morada

De linguajar emprumado
de visão aguçada
por dentro doente
vendo o que ninguém vê

Minha busca é atrás do amor
viajante da estrada deserta da vaidade
tenho lar na dor
um dia mudo de casa, até lá, continuo vagando.

domingo, 4 de setembro de 2011

Miosótis

És tão bonita
e nem sabes
tão atrativa
a meus olhares

Furtivos e aflitos procurando-lhe 
em meio a multidão nua e sem nome
meu sobrenome desejo lhe dar 
é isso que tomam por amar?

Não sei se é paixão 
se fosse pediria extradição
rolo e não durmo no colchão 
caio de baque

Acabo por pensar no fim
compro jazigo e caixão
o fim logo chega
talvez pare o coração

O mesmo que bate
o mesmo que vive
intensamente revive
arrebatadores amores

O mesmo que sangra
que alimenta
que chora
que nos tormenta.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Medicação

Como reagir quando o chão
lhe é tirado quando tudo some
e fica, aquele vazio
você desvairado

Sem saber pra onde correr
saídas normais, da maioria
antidepressivos, remédios
receitados por gente sabida

Mas eu sou meu doutor
meu senhor, adoro bebida
o bar é logo na esquina
e lá também tem cocaína

Essa é a minha saída, minha medicação
alivia dor do coração
depois do porre, de ingratidão
vem a rendição? não.

Sucessivamente perdido
uma hora construo um refúgio
nada mais de fugir
a minha realidade é alternativa.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ovelha negra


Tristemente afastado
do rebanho expulso
ovelha jogada
liberdade em cada respiração

Vive por entre vielas
bares e avenidas
algumas putas queridas
nada fora do comum

Cada noite rápida como flash
dia cegamente vivido
madrugada em claro
bebendo até cair

jovem no mundo


No florescer da vida
cheio de energia 
jovem e disposto 

Sonhos e esperanças 
a vida é bela 
ensinado a ser sensível 

"Tú és a esperança" 
ouve desde pequeno
falar sobre mudança 

Pressão nos ombros 
alguns sobressaem-se 
outros ficam por aí 

Cresce e dependente do cinismo
se torna um ser atormentado 
com a monotonia da atual vida 

Se tenta sair 
chamam-no  de radical 
liberal, fanático, criminoso 

O medo é aceitável 
não quer mais ser vegetal
quer ser o seu eu natural.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ode ao isolamento

Desconheço meus sentimentos
desconheço o mundo
desconheço os sorrisos 
mudos de cordas suaves 

Mansos ao olhar 
ao virar 
tornam-se ferozes inimigos
cunhando findável bondade 

De hora marcada com o sofrimento 
doses pequenas de veneno 
respirar é causa mortis 
todos são sabidos, não basta aconselhar 

Hoje informação é de tela em tela
não mais de mão em mão 
boca a boca já era 
vira a noite é contradição.

A ti, futuro.



Queria levar-lhe
felicidade
sorriso à mostra
sem nada pra voltar

Seu lar seria em mim
meu lar seria teu olhar
queria ser passarinho
voar e migrar sem destino

Destino certo é o que guia
para o nada
todos findaremos do mesmo modo
então aproveitar é a solução

Estradas me levarão
pra onde quiserem
à sua porta estarei
nessa jornada és necessária.

sábado, 20 de agosto de 2011

Pequenos estratos


Talvez fosse mais uma garota que uma mulher, sem saber o que quer, se joga no espaço se fazendo de crescida apenas para no quadro, dar sua invertida.
O ciúme a cega de tal forma que sua raiva a domina, não deixa espaço pro intelecto, se resume a brigar, o ódio transparece em seus olhos.
E ela se vai, pensando, analisando do prisma maldoso, querendo mais e mais odiar, vai se tornando amarga, com ódio vai dormir.
Quem sabe pra nunca mais acordar?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Juventude?

Sentam-se  à mesa, acordam metade da cidade, na forma de bandos, formando multidões, jovens procurando fuga de um dia só, pra voltar à normalidade depois, bebem, bebem, entorpecem-se sem pensar no amanhã.
Entornam mais que um caneco, mais do que um corpo pode aguentar, depois do trauma natural de todo sábado, juram que não vão repetir a dose, mas de novo, sexta-feira é sagrado, como aniversário da sanidade, a qual tira férias.

"Um brinde ao Rehab" por mais contraproducente que o seja.

domingo, 14 de agosto de 2011

Crônica de Ruis

Ruis foi dormir com a cabeça envolta em neblina, nada incomum, sempre que pára de pra pensar, parar de beber, realiza que sua vida é mais uma inútil em relação a sociedade, briga com quem lhe faz bem, magoa quem é bom para com ele, não se sentia digno da vida que levava, mesmo que a mesma não fosse tão boa.

Ele não sente mais seu mundo, tinha conceitos, era direcionado, mas hoje olha para os lados e nada faz sentido, que ideal seguir? para onde direcionar-se? de que vale viver?

Pessoas boas morrem todos os dias, assassinadas na porta de casa, no caminho do trabalho, por bens materiais que conquistaram com seu suor, isso é certo? não vê solução pra esta espécie fracassada que ele faz parte. Vê a sociedade de um jeito quase tribal, são pequenas guerras todos os dias, olha para todos os lados e sempre vê sangue, telejornal é informativo de óbito hoje em dia. Não sabe como mudar, sente que deveria, mas como erguer um isolado ponto de limpeza no meio de tanta sujeira? Tantas perguntas pra poucas respostas.

Se sua casa pegasse fogo enquanto ele dorme, pensa que não seria de todo mal.

Pesar, nada a fazer

Pra ti hei de esconder
o olhar e o toque
 âmago envenenado
apodrecendo pouco a pouco

Choro lágrimas ácidas
caem sem destino
dilúvio sentimental
olhar distante é natural

Estou ferido
fiz sem pensar
não consigo me concentrar
a não ser no grande pesar.

Decepção (nele)

Ele que jurava
nunca se arrepender
hoje morde sua língua
e engole seu veneno

Engole intoxicando-se
martírio é se deixar levar
momento errado na pior hora
sofrer é viver, desprazeroso

Vomitando sentimentos
personificando a dor
água não desce
vodka é remédio

Corpo intoxicado
mente adormecida
é tudo um teste ?
se pergunta enquanto
                [adormece

sábado, 13 de agosto de 2011

Momentaneamente.

Na partida é triste
insano causador
cerne da dor
risada falsa é recorrente

corrente de maldade
é mundo que cerca
o vil, o são, o triste
são facetas de um ser

Chamam de amor.


Partida

Brancura mental em tua partida
partida súbita, intempestiva e sem dó
olho no céu de brigadeiro, lindo
olho pro lado e retomo o choro

Donzela desvairada
teria de me acostumar com isso?
pareces viciada em sofrimento
dê a chance a si de felicitar

Imploro socorro
imploro pela tua volta
volte a meus braços
não fuja de mim

Quando partes querida
antes em mim destila teu veneno
seria mesmo isso o fim?
faço votos que não seja assim

sábado, 6 de agosto de 2011

Valeu

Não sei se me encontro
teclado não revela minha vaidade
livre de impostos, postos serão?
esses são meus hits

Serão esses a nossa salvação
juventude sempre querendo
provar virilidade na hora errada
deveria rir dessa parte?

Tem é muita garrafa na mesa
muita gente misturada
conceitos e competências
errôneos na raiva, normal

A moral é rir e mandar beber
se abrir a boca (sai nada que preste)
filósofo de bar, no torpor se engrandece
pra mim não tem chance,moral nem alcance.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sexta

Mais uma sexta-feira
acordando tarde
jogando no mundo
a mente neblinada

Sou mais um no mundo
me comporto assim
tenho problemas, não divido
esse sou eu

"tio,vê dois cigarros soltos"
começa o dia
sexta sádica sinônimo
de boêmia na certa

A noite cai
do solto vira maço
duro sem grana
mas isso vale.

Fuga de um dia
uma noite a mais
uma a menos
tanto faz.













(todo mundo vai um dia)

Curvas sinuosas

Mulheres são nossas
nossas musas,deusas
idolatradas em pedestal
acatamos ordens com sorriso
                                        [natural

nos curvamos com prazer
a seu querer e poder
sem ao menos conseguir
nos defender do seu feitiço

Por elas travamos guerras
dedicamos poemas
dedicamo-nos totalmente a elas
e por fim entregamo-nos, a elas.

(com elas poderia vir o aviso "cuidado, curvas sinuosas, risco de perdição")

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Humano

Alimento-me de dor
sou cruel
sem algum pudor
dor a todo vapor

Sou criador
e destruidor
semeio destruição
rio de desgraça

Mato meus irmãos de raça
ao tentar impor minha graça
causo temor e desamor
mas também sou um amor.

Meu nome é humano.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

divagação

Estranho ponto de vista
da ótica de  loucura
de perdição
um tanto esquisito aliás

Problema na mala
assim como no buraco
incutido no nada
na mala fechada

mala jogada no canto
cheia de emoções
trancadas e listadas
insanas na totalidade

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sonhar?

Demasiado tolo
sonhador insano
na hora do amém
todos te querem também

Separado agora
amanhã alado
de asas douradas
quero-te sem pausas

Olhar exagerado
sentimento deflagrado
surgindo no peito novo
tudo novo, de novo!

demasiado incomum

Nunca o veja, me veja
ou sinta-se, derrotado
uma hora chega pra todos
rendição é questão de tempo

Derrota é onde se aceita
o que é imposto não é de graça
"black nigga perdido na fita "
a dor é pra todos também

Não é derrota se entregar
uma idéia errônea
numa noite fria
isso brota como magia.

sábado, 30 de julho de 2011

Ametista

Ela senta na janela
olha ao fundo da noite
nos olhos da lua
e se pergunta onde ele está

Nesta hora da madrugada
enquanto muitos se perdem
ela tenta achar sua direção
é uma resgatada, guerreira

Seu cabelo a faz ter atenção
seu sorriso encanta a todos
sua delicadeza a faz desejada
seu olhar incita à bondade

Não muito longe dali
seu amigo e amor
perdido entre ruas e cigarros
embriagado de tristeza está.

Rubi

Linda dama que em teu altar espera
ouve,olha quem passa atenta a sinais
anseia com o olhar na vidraça
espere, eu logo chegarei


A ti me entrego
deixo conceitos
pensamentos tristes
e receios, por ti

Por ti sou mutante
adapto-me a teu querer
nada a meu bel-prazer
desejo-te além de minhas forças

Donzela, me nego a deixar-lhe
minha mácula já presente em ti
quero propiciar-lhe momentos
ternos,ruins,bons e memoráveis.

Amizade etílica

Pessoas se reúnem
à volta de uma torre
embriagam-se
a troco de nada

Com mais alguns drinks
tiram-se as amarras
trocam-se sinceridades
pisam em conceitos

Neste quadro algumas
amizades são abaladas
algumas construídas
construídas na areia

Tão frágeis e irreais
como chuva de rubis
algumas consolidam-se
outras as areias tomam para si.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Chão de nuvens

















Chão de nuvens à luz
jogadas na linha d'água
como renegadas ao céu
só pra admirar à olhos de mel

Admirar tanto em dado momento
que me fazem como Narciso
entro na água à procura do toque
mas nisso desfaço e me desespero

Saio e me refaço do choque
por um momento
lógica me fugiu
tal beleza ofuscou o intelecto

volto a apreciar
sento-me
sonhador, tento tocar
e caio no ciclo da beleza.

Vingança

Sou fogo em labareda
Sangue espalhado no olho
de peito aberto
ódio latente na rua

Nunca olhando na linha
acima ou abaixo
momentaneamente ruim
não se carrega peso-morto

Faço hora extra na crueldade
débito com a bondade
ter o que todo mundo tem
isso nunca foi pra mim.

Vingança é para meu deleite
maquinar é normal
executar é só a parte final
agora é pessoal.  

Presente aos humanos

A você que lê isso, repense seus atos, reveja seus conceitos, há uma lenda que fala que todos que amam de verdade, intensamente, serão recompensados, da forma que mereçam, lembrem-se que digo "mereçam" e não "queiram".
A lua, ouvi falar, diz que quando fazemos sorrir outrém, colocamos pingos de luar no nosso sorriso se fizermos nosso mundo sorrir, afinal, qual o presente mais belo do que o próprio sorriso para outros?
Um presente ao mesmo tempo egocêntrico e altruísta.
Ousadia, inteligência e doçura conquistam uma alma, talvez nosso presente tão esperado ao amar a todos, seja ser amado igualmente por quem mais esperamos, nossos pares...
No final, o melhor presente não é ganho, é conquistado, como o coração. Pois não basta despertar a paixão, temos de cultivá-la dia a dia, agregando mais sentimentos além do desejo carnal, trazendo pessoas não apenas  para perto de nosso corpo, nosso calor, mas deixando-as conhecer nosso cerne, nossa alma.

Esmeralda

Olha tuas fotos
ama de longe
no beijo rápido se perde
em você ele se acha

Tuas curvas o fazem voar
ilumina o mundo, teu sorriso
teu toque o arrepia
teu olhar, lhe faz chama

Chama que alastra
que é alimentada
pela imensidão
dessa linda paixão

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Reflexão momentânea sobre o conceito guerra (psicológico).

Guerras são feitas de sonhos, de amores, desejos alheios, cada guerra coletiva leva uma guerra interior, travada no peito do soldado. A maior arma da guerra é o medo, a surpresa deixa o inimigo livre da coragem, livre pra correr, por poder alegar que não esperava tal ação. 
Guerras são feitas de poder, hierarquia errada, as quais homens que estão no topo, acabaram por se acomodar no pensar, e táticas usuais são fáceis de prever, impera e prevalece quem muda e nunca subestima seu adversário. 
Guerras mais do que de armas, são feitas de emoções, medos e anseios, guerras nada mais são que subjugar a vontade e personalidade, algumas guerras acabam mesmo antes de começar.
Guerras boas de lutar, são as que têm boa liderança, motivação e resultados finais que beneficiem à todos, assim todos darão o melhor que podem, até mais do que podem, "mexer com os brios do homem" é máxima que mudou o curso da humanidade algumas vezes.

terça-feira, 26 de julho de 2011

doubt

Desiludido ele pensa
reflete e mede chances
de felicidade e amores
alegrias e torpores

Pensa em sair
se libertar de tudo
deste feitiço
desta maldição


Morte do brilho no olhar
e da vontade de viver?
teria ele atenuante
para a morte do coração?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

flashes, sério?

Tênis na mesa
cobertas no telhado
flashes de insanidade
alcool à vontade

dor no peito
sorriso no rosto
nunca nos bastamos
até desmaiarmos

dormimos ao sol raiar
não temos de nos mostrar
não entendem a profundidade
paixão incutida na problemática

Será?

Na rua se entorpece
muta como nada
vira outro monstro
ainda mais belo

encanta quem não deve
responsável pelo que cativas
já diria Exupéry
mas seria?

Cativamos o alheio
apaixonam os bobos
somos nômades
de corações e paixões.

lá!

Nisso já me fui
analizo geração
como historiador
amando cada momento

vivendo cada vida
vestindo peles
nada que sou
nada que fui

Tudo muto
nada fica
fi-lo na vontade
na necessidade

Ficamos na vez do ar
vento levando a beira mar
sempre querendo algo
a mais que amar

lá!

Nisso já me fui
analizo geração
como historiador
amando cada momento

vivendo cada vida
vestindo peles
nada que sou
nada que fui

Tudo muto
nada fica
fi-lo na vontade
na necessidade

Ficamos na vez do ar
vento levando a beira mar
sempre querendo algo
a mais que amar

Estamos aí

Mais uma vez
ao som do blues
tristeza em meu cerne
buscando centro de nada

Busco nada para tudo
no torpor da madrugada
viro noites em companhia
de quem não deveria

Saio, me liberto
mas a falta
tristeza e depressão
ambas me perseguem
                       [incansavelmente

Sou ponte para lugar nenhum
vagando no mundo estranho
doente e belo,como aidético
soamos tristes,mas já fomos felizes

Tortura

Triste por viver
por morrer
todas as noites
sem você

Mais um dia, noite
sem você de forma alguma
me perco ao tentar achar
algo que me leve ao altar

Tortura silenciosa
sorriso perdido
no engenho maldito
matam a cada dose

Toda dose é pra ti
minha amada pesada
pesada em meu coração
me arrasta pra baixo

Eu ando tão down
que morte de vez
não seria ruim
por que a gente é assim?

domingo, 24 de julho de 2011

Atualmente

Mundo cruel
de pessoas insanas
animalescas a todo tempo
merda pra todo lado

Vivemos de carne
o ar é repulsivo
tudo fede nisto aqui
onde vamos parar?

Saímos de nós
maconha,cocaína
fugindo do usual
será que é isso mesmo?

Onde isso acontecerá?
pessoas morrem todo dia
ninguém sente falta
isso deveria ser normal?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pureza

Te peço tempo
maculo teu ser
faço rolar teu pranto
faço querer me esquecer

O tempo mostra
o que deve ser
longe de ti percebo
que é ao teu lado que
                            [ devo viver
Perto de ti
ó garota bela
as outras são nada
tu és minha donzela

Estrada silenciosa

Uma figura na estrada
trava sua batalha silenciosa
lua ilumina seu caminho
e chuva lava suas lágrimas

Mente e corpo vagam
por entre corredores
e avenidas desertas
buscando refúgio no nada

Pássaros já não cantam
madrugada quase findada
logo o sol raia
ele tem de colocar a máscara.

Bar Barulho

No barulho do bar lotado
senta e reflete na poltrona só
enche o copo de whisky
desce para se mudar

Mesmo em seu torpor
nada mais de flashes
tudo real e lúcido
nunca mais o perder

Nem de memória
nem de paladar
nada de falar
nada de se bastar

numa conversa boba
num flerte passageiro
encontra-se bobo e sem rodeios
assim se liberta de amarras e desejos.

flerte

Fingindo displicência
fujo do comum
te encanto no incomum
entro do nada e faço casa

Conversas com ares intelectuais
te envolvem em meu ar
como quero que seja
pouco a pouco

Faço você me desejar
mexe no cabelo
sorri nervosa ao meu toque
quebro as muralhas

lanço-me ao desconhecido
toques e algumas carícias
logo o beijo mais esperado
por ti e aí me vou

entro em sua vida
me faço de bobo
mas entro devagar
assim faço-lhe me amar.

Bar

O bar fecha
herói ainda está de pé
continua sua jornada
de luta com sua fé

Nada de santos ou deuses
acredita em si
fé em seu potencial
vira certo, quando há o essencial

Boêmia lhe agrada
com seus amigos
Jack,Jonhy e José
fazem dele o que é.

de acordo com a lua vive
noites afora lhe fazem místico
nada de magia ou poderes
sua mente é o berço de poder.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Visão social influenciada pela política atual.

Visões limitadas de todos os lados, se bastando de coisas simples, alguns chamam de felicidade, eu chamo de conformismo, o ser humano é feito da busca pelo poder, pode apanhar, sangrar, mas se há algo posto no fundo de seu ser, um desejo qualquer que seja, irá até o final, algumas vezes já vimos um homem quase dominar o mundo para si, ter todo o poder possível, ser respeitado e temido ao mesmo tempo, Genghis Khan, Alexandre (o grande), Xerxes e mais recentemente foram se expandindo, sendo o respeito e o temor se resumindo a um país todo, uma nação, caso de França e Grã-Bretanha, mas como tudo na vida, este foi um ciclo, caíram, e nisso surgiu o exemplo mais recente de homem que perseguiu o poder como uma leoa perseguindo a caça, Hitler, não que concorde com suas idéias, de fato não o faço, mas se analisarmos pelo prisma de força de vontade e determinação concluíremos que foi o grande homem do século passado, e ao findar do seu ciclo, desenvolveu-se uma guerra silenciosa, a guerra fria, travada entre EUA (Estados Unidos da América) e CCCP (Traduzido do alfabeto crirílico, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), sendo essas as novas potências de domínio mundial, agora subliminarmente, mais desta vez o ciclo não findou, o da CCCP sim, mas não o dos EUA, já consigo ver um fim, a maior potência reduzida a mais um no mundo.

Vendo a Cronologia histórica e comparando com o momento atual, me atrai mais o mundo de guerrilhas ao redor do globo, incessante no querer dominar, impor sua ordem, do que este mundo apático e medroso, não dizendo que eu queria que uma bomba caísse em minha casa, mas definamos assim, prefiro o homem matando o outro com punhos e punhais do que com armas que destroem catedrais.

Abaixo ao mundo governado pelo caos e que educa para mediocridade.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Raio de Sol

Uma das visões que se valem por uma vida inteira, o primeiro raio de sol à iluminar o lago, como a dizer-me "olha,pode buscar conforto em mim, também posso ser bom", procuro acreditar nas mensagens que elementos me passam, mas o sol é maior que todos nós, porquê haveria de se preocupar comigo? Devo seguir os conselhos do sol, ou me apegar a lua, a qual é minha amante mais singela?

dia

No dia tudo se perde, tudo perde cor, ao menos para mim, já que gosto do escuro, de dia o cigarro perde o gosto, a luz é demais, tudo perde a sutilidade, é tudo mais rápido, menos pessoal, não gosto... Desejo a noite pois ela compreende quem sou.
Poder atrai, isso é a pura verdade, há como refultar, mas giraremos e pararemos no mesmo lugar, o pode atrai. Agora lhe vejo decidida, fogo em seus olhos, és uma mulher, não amo mais uma criança, uma menina, amo agora quem conserva a pureza que ninguém mais quer ter com a decisão e força para ser feliz.
Não busca apoio em círculos, não conseguirão entender seus anseios e angústias, por mais que tentem, compreender o amor é para tristes e desiludidos, não para jovens que vivem até o último segundo, sempre desejou ter alguém para amar loucamente, mas nunca concebeu a idéia de que poderia ser ela, tão doce e longínqua, tornou-se verdade antes do gole findar, querendo-a tanto não teve base, construiu na areia tudo o que podia, cheio de falhas e mazelas.
Ele era o senhor, o dono, mas isso perdeu, sente-se feliz de amar alguém forte, talvez mais que ele, ele suportaria qualquer tipo de dor, menos a de perdê-la de verdade, não suportaria vê-la em outros braços, tristemente seria seu fim.

Refúgio

Piano, violino
Violoncelo, flauta Doce
Violão, cítara
Baixo, cavaco

difere o estilo
não a mensagem
amor triste cantado
sentido por quem compreende

homens caem
nações mudam
lágrimas acham caminho
mas ainda temos refúgio

Empoeirado

O vento empoeirado
não apaga a brasa
não me tira a vida
não me pede identidade

Andando a esmo
sem destino ou função
sem alcova ou jargão
apenas a calçada e a multidão

me deixa sair
correr,chorar
longe de tudo
que possa amar

Tristeza não se vá
somos malditos amigos
felicidade machucará
está aqui há tanto tempo afinal
Sentimento pisado, consensado, certezas tolas, todas perdidas, num segundo, no piscar, no apagar, tudo se vai, e o que sobra de nós não é nada mais do que deveria ser... nada.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Psicoatividade, ativando a radiotividade do ser resultante da matriz errada, ativando a parte nunca vista ou usada do cérebro inativo do alienado do século vinte e um. Ativando a liberdade, o botão "não ligo pra você ",  gerações passadas que sabiam aproveitar a vida, festas e mais festas, música boa regada à sonhos e lágrimas.

Adendo

Ponte do nada para lugar nenhum, sou eu e você, temos algo em comum, essa noite, perdidos no espaço/tempo e querendo amar, nessa noite eterna nos saciaremos, e depois acendamos um cigarro a refletir na imoralidade que acabou de ocorrer, em como tudo que é bom demais finda no tiro de uma arma, no aspirar do pó mágico, na brasa apagada, em como é bom e sujo, imoral, indecente e irresistível, exageramos na dose como deve ser, cansar nossos corpos é o que devemos fazer até o dia nos separar.