domingo, 27 de julho de 2014

Contemporâneo


A esperança de grandes amores míngua dia-a-dia
como histórias de estandartes
decidi seguir a vida como quem paga por estadia
e nem por isso entristeço a face
passei a amar e entender porque meu povo ainda não é sociedade...

Civilizados? Não, militarizados
condenados à meia-democracia dos endinheirados e armados
mas ainda assim vivendo seu sorriso , com sua fé irrefutável
tenho admirado aqueles que se desencontram do arquétipo posto
que tem por suas linhas delineadas em ídolos de outro rosto
que não se submetem às ideias alienadas do todo
subjugados na consciência elitista da rede globo
que tem pra si um senso apurado se justiça
que não se traduz em leis, traduz-se em sede de igualdade
basta à todos os tipos de abusos de autoridade !

Corrupção por parte dos políticos faz rarear o pão na mesa
o tratamento logo após a ocorrência, a ressocialização do que esteve na cadeia;
se temos direitos civis e políticos, então que eles sejam respeitados ...
militar mata e joga corpo em mata, morro, represa
e quem sai rindo é o empreiteiro superfaturado
no cotidiano o cidadão é assaltado, enquanto esses estão no ar
com seus helicópteros carregados de cocaína, livremente a voar.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Espera



Se eu falasse com qualquer deus
pediria pra na semana fazer menos frio
pedia pra ficar um dia menos vazio
quando você não está nos braços meus

e falaria pra ele
que no final de semana
poderia fazer frio de montanha
que nos lençóis a gente se espalharia
enquanto se estranha, se entende e se entranha;

você e eu num espaço-tempo, diferente
de todo esse povo que não vive e pensa que é gente
mas esquece dessa gente que não sorri
e vem cá me lembrar de repente
que não existe tempo quando é chama ascendente.

R.C.