Não me agrada esse empolamento todo,
que os poemistas fingem ser necessária para poetizar.
Não é.
Poema é alma.
É dor. É fel.
É amor.
É pênis. É vagina.
E gozo, muito gozo.
Gozo da vida, gozo da porra da dor.
E gozo de porra.
É tudo e apenas é
não precisa de palavra grande
não precisa nem falar de boca cheia
quando recitar
só precisa falar
não precisa fingir
só deixar o pensamento
a corrente da loucura seguir
afluir
Poema é.
Sem floreio grande
sem choro de instante
Poema é
até o que eu quiser que seja
mesmo que seja eu
falando de cerveja
OU
daquela mulher cor de jambo
caramelada que só ela
que me bambeia o mundo
todo dia de pagamento
Poema é,só é.
E tudo mais que a vida puder carregar.
Tudo mais o que a mulher puder carregar no bucho.
E tudo mais que o dicionário do poema simplista pode dizer.
Samuel Simples.
(R.C.)
(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Reflexões de Felipe Falso
"Seguidamente sinto-me engolido pela massa, pela aglutinação de informação rasa, por muita gente rasa. Sim, todos esses rasos, não-profundos, ralos e sem cor. Iguais. Em forma de roupas produzidas em larga escala para estereótipos incutidos subliminarmente - todos vindo à tona quando piso na rua. Como se todos as palavras já ditas foram jogadas ao relento, o vento as levou para outros ares mais nobres, e eu fiquei aqui. Na submetrópole, subjugada e subnutrida de finalidade.
Somos um organismo vivo que tende a continuar cegamente no martírio diário, imposto pelo capital agressivo... E o alento? Ah... Deus salva e amortece tudo.
Entristeço, pois já não me dá esperança de continuar vivendo nesse meio-termo, nessa meia-vida, nessa limitação toda. Nessa rotulação excessiva. Nessa meia história já escrita.
Não há livre-arbítrio, apenas discricionariedade.
Acredito que as necessidades humanas são muito maiores e plurais do que apenas viver para ser número. Para ser rebanho e parte ínfima de um certo volume pra voto. Me recuso a fazer parte dessa farsa. Mesmo que pra isso tenha que ser recluso - o que até pra isso precisarei de dinheiro, portanto, terei que trabalhar n'um emprego que não gosto, com pessoas de alma pequena, de cabeça pequena e pior, de boca escancarada. Escarraria na cara de todos se pudesse.
Caso não venha a ser um recluso. Chegará um dia em que meus porres não mais aliviarão, que a maconha não mais me tornará mais leve. Um dia em que os livros que li me farão explodir a cabeça tranquilamente, sabendo que independente de onde vá, serei mais livre do que aqui, pois já sei que não há mais nada lá fora para mim.
Essa é a meta. Viver, reter, repassar, aprender até cansar, e quando cansar, partir. Sem hora-extra."
R.C.
Somos um organismo vivo que tende a continuar cegamente no martírio diário, imposto pelo capital agressivo... E o alento? Ah... Deus salva e amortece tudo.
Entristeço, pois já não me dá esperança de continuar vivendo nesse meio-termo, nessa meia-vida, nessa limitação toda. Nessa rotulação excessiva. Nessa meia história já escrita.
Não há livre-arbítrio, apenas discricionariedade.
Acredito que as necessidades humanas são muito maiores e plurais do que apenas viver para ser número. Para ser rebanho e parte ínfima de um certo volume pra voto. Me recuso a fazer parte dessa farsa. Mesmo que pra isso tenha que ser recluso - o que até pra isso precisarei de dinheiro, portanto, terei que trabalhar n'um emprego que não gosto, com pessoas de alma pequena, de cabeça pequena e pior, de boca escancarada. Escarraria na cara de todos se pudesse.
Caso não venha a ser um recluso. Chegará um dia em que meus porres não mais aliviarão, que a maconha não mais me tornará mais leve. Um dia em que os livros que li me farão explodir a cabeça tranquilamente, sabendo que independente de onde vá, serei mais livre do que aqui, pois já sei que não há mais nada lá fora para mim.
Essa é a meta. Viver, reter, repassar, aprender até cansar, e quando cansar, partir. Sem hora-extra."
R.C.
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