sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ausência

Não me faço necessário em muitos lugares
visto que só observo
sendo que nada me é dado
vou pegando o que posso, quando posso
cada sorriso, cada sabor, cada gota de saudoso ardor
e vou construindo um muro de lamentações em mim
minhas, dos outros, delas - todos nos lamentamos
mas todo mundo quer um final feliz
exceto eu, eu só quero aproveitar enquanto posso
transar tudo que posso, beijar e sentir
quero sentir, sensações! É isso que nos leva
pra frente, pra trás, pros lados - desviando do caminho traçado

Eu me transmuto pra isso sem perder essência
saio do caminho sem decretar ausência
sei que logo volto - meio trôpego talvez
mas essa sensação é o que me atrai toda vez
Talvez atraia a todos e eu também nem sei
mas enfim
Me espera, rota traçada, te trago um vinho pra esquentar a viagem-vida.


Um pouco

Nunca tive papel ou folha almaço
a minha poesia eu mesmo faço
de vivência em vida
de imaginação e fantasia
de pedaços do dia-a-dia
de vistas que o mundo me cria
sou tudo isso e um pouco mais
enjaulado num sorriso fugaz e amarelado.

Vivo


E eu gosto
de ir até a conveniência
(nome sugestivo pra tal lugar)
no começo da madrugada
só pra sentir o ar gelado na cara
comprar cigarros
- dar uma tragada ao relento
simplesmente para me sentir vivo

- frio, calor
são as sensações mais primitivas
assim como medo e euforia
essas sim me atraem
só para mudar um pouco as coisas
é bom sentir o frio enregelando os ossos
é bom quebrar um pouco as regras
é bom
só pra sentir a adrenalina
só pra se sentir vivo.