quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ovelha negra


Tristemente afastado
do rebanho expulso
ovelha jogada
liberdade em cada respiração

Vive por entre vielas
bares e avenidas
algumas putas queridas
nada fora do comum

Cada noite rápida como flash
dia cegamente vivido
madrugada em claro
bebendo até cair

jovem no mundo


No florescer da vida
cheio de energia 
jovem e disposto 

Sonhos e esperanças 
a vida é bela 
ensinado a ser sensível 

"Tú és a esperança" 
ouve desde pequeno
falar sobre mudança 

Pressão nos ombros 
alguns sobressaem-se 
outros ficam por aí 

Cresce e dependente do cinismo
se torna um ser atormentado 
com a monotonia da atual vida 

Se tenta sair 
chamam-no  de radical 
liberal, fanático, criminoso 

O medo é aceitável 
não quer mais ser vegetal
quer ser o seu eu natural.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ode ao isolamento

Desconheço meus sentimentos
desconheço o mundo
desconheço os sorrisos 
mudos de cordas suaves 

Mansos ao olhar 
ao virar 
tornam-se ferozes inimigos
cunhando findável bondade 

De hora marcada com o sofrimento 
doses pequenas de veneno 
respirar é causa mortis 
todos são sabidos, não basta aconselhar 

Hoje informação é de tela em tela
não mais de mão em mão 
boca a boca já era 
vira a noite é contradição.

A ti, futuro.



Queria levar-lhe
felicidade
sorriso à mostra
sem nada pra voltar

Seu lar seria em mim
meu lar seria teu olhar
queria ser passarinho
voar e migrar sem destino

Destino certo é o que guia
para o nada
todos findaremos do mesmo modo
então aproveitar é a solução

Estradas me levarão
pra onde quiserem
à sua porta estarei
nessa jornada és necessária.

sábado, 20 de agosto de 2011

Pequenos estratos


Talvez fosse mais uma garota que uma mulher, sem saber o que quer, se joga no espaço se fazendo de crescida apenas para no quadro, dar sua invertida.
O ciúme a cega de tal forma que sua raiva a domina, não deixa espaço pro intelecto, se resume a brigar, o ódio transparece em seus olhos.
E ela se vai, pensando, analisando do prisma maldoso, querendo mais e mais odiar, vai se tornando amarga, com ódio vai dormir.
Quem sabe pra nunca mais acordar?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Juventude?

Sentam-se  à mesa, acordam metade da cidade, na forma de bandos, formando multidões, jovens procurando fuga de um dia só, pra voltar à normalidade depois, bebem, bebem, entorpecem-se sem pensar no amanhã.
Entornam mais que um caneco, mais do que um corpo pode aguentar, depois do trauma natural de todo sábado, juram que não vão repetir a dose, mas de novo, sexta-feira é sagrado, como aniversário da sanidade, a qual tira férias.

"Um brinde ao Rehab" por mais contraproducente que o seja.

domingo, 14 de agosto de 2011

Crônica de Ruis

Ruis foi dormir com a cabeça envolta em neblina, nada incomum, sempre que pára de pra pensar, parar de beber, realiza que sua vida é mais uma inútil em relação a sociedade, briga com quem lhe faz bem, magoa quem é bom para com ele, não se sentia digno da vida que levava, mesmo que a mesma não fosse tão boa.

Ele não sente mais seu mundo, tinha conceitos, era direcionado, mas hoje olha para os lados e nada faz sentido, que ideal seguir? para onde direcionar-se? de que vale viver?

Pessoas boas morrem todos os dias, assassinadas na porta de casa, no caminho do trabalho, por bens materiais que conquistaram com seu suor, isso é certo? não vê solução pra esta espécie fracassada que ele faz parte. Vê a sociedade de um jeito quase tribal, são pequenas guerras todos os dias, olha para todos os lados e sempre vê sangue, telejornal é informativo de óbito hoje em dia. Não sabe como mudar, sente que deveria, mas como erguer um isolado ponto de limpeza no meio de tanta sujeira? Tantas perguntas pra poucas respostas.

Se sua casa pegasse fogo enquanto ele dorme, pensa que não seria de todo mal.

Pesar, nada a fazer

Pra ti hei de esconder
o olhar e o toque
 âmago envenenado
apodrecendo pouco a pouco

Choro lágrimas ácidas
caem sem destino
dilúvio sentimental
olhar distante é natural

Estou ferido
fiz sem pensar
não consigo me concentrar
a não ser no grande pesar.

Decepção (nele)

Ele que jurava
nunca se arrepender
hoje morde sua língua
e engole seu veneno

Engole intoxicando-se
martírio é se deixar levar
momento errado na pior hora
sofrer é viver, desprazeroso

Vomitando sentimentos
personificando a dor
água não desce
vodka é remédio

Corpo intoxicado
mente adormecida
é tudo um teste ?
se pergunta enquanto
                [adormece

sábado, 13 de agosto de 2011

Momentaneamente.

Na partida é triste
insano causador
cerne da dor
risada falsa é recorrente

corrente de maldade
é mundo que cerca
o vil, o são, o triste
são facetas de um ser

Chamam de amor.


Partida

Brancura mental em tua partida
partida súbita, intempestiva e sem dó
olho no céu de brigadeiro, lindo
olho pro lado e retomo o choro

Donzela desvairada
teria de me acostumar com isso?
pareces viciada em sofrimento
dê a chance a si de felicitar

Imploro socorro
imploro pela tua volta
volte a meus braços
não fuja de mim

Quando partes querida
antes em mim destila teu veneno
seria mesmo isso o fim?
faço votos que não seja assim

sábado, 6 de agosto de 2011

Valeu

Não sei se me encontro
teclado não revela minha vaidade
livre de impostos, postos serão?
esses são meus hits

Serão esses a nossa salvação
juventude sempre querendo
provar virilidade na hora errada
deveria rir dessa parte?

Tem é muita garrafa na mesa
muita gente misturada
conceitos e competências
errôneos na raiva, normal

A moral é rir e mandar beber
se abrir a boca (sai nada que preste)
filósofo de bar, no torpor se engrandece
pra mim não tem chance,moral nem alcance.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sexta

Mais uma sexta-feira
acordando tarde
jogando no mundo
a mente neblinada

Sou mais um no mundo
me comporto assim
tenho problemas, não divido
esse sou eu

"tio,vê dois cigarros soltos"
começa o dia
sexta sádica sinônimo
de boêmia na certa

A noite cai
do solto vira maço
duro sem grana
mas isso vale.

Fuga de um dia
uma noite a mais
uma a menos
tanto faz.













(todo mundo vai um dia)

Curvas sinuosas

Mulheres são nossas
nossas musas,deusas
idolatradas em pedestal
acatamos ordens com sorriso
                                        [natural

nos curvamos com prazer
a seu querer e poder
sem ao menos conseguir
nos defender do seu feitiço

Por elas travamos guerras
dedicamos poemas
dedicamo-nos totalmente a elas
e por fim entregamo-nos, a elas.

(com elas poderia vir o aviso "cuidado, curvas sinuosas, risco de perdição")

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Humano

Alimento-me de dor
sou cruel
sem algum pudor
dor a todo vapor

Sou criador
e destruidor
semeio destruição
rio de desgraça

Mato meus irmãos de raça
ao tentar impor minha graça
causo temor e desamor
mas também sou um amor.

Meu nome é humano.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

divagação

Estranho ponto de vista
da ótica de  loucura
de perdição
um tanto esquisito aliás

Problema na mala
assim como no buraco
incutido no nada
na mala fechada

mala jogada no canto
cheia de emoções
trancadas e listadas
insanas na totalidade

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sonhar?

Demasiado tolo
sonhador insano
na hora do amém
todos te querem também

Separado agora
amanhã alado
de asas douradas
quero-te sem pausas

Olhar exagerado
sentimento deflagrado
surgindo no peito novo
tudo novo, de novo!

demasiado incomum

Nunca o veja, me veja
ou sinta-se, derrotado
uma hora chega pra todos
rendição é questão de tempo

Derrota é onde se aceita
o que é imposto não é de graça
"black nigga perdido na fita "
a dor é pra todos também

Não é derrota se entregar
uma idéia errônea
numa noite fria
isso brota como magia.