domingo, 30 de setembro de 2012

Educação no Brasil - minha visão.




 Não estamos mais formando cidadãos, estamos criando massa de manobra, robôs de escritório, malandros de marca maior.

Não há mais a preocupação com o real aprendizado - vide a progressão continuada - dos alunos, o indivíduo em processo de formação de seu "eu", aprende desde pequeno, que não importa como concretizar, o que importa são notas, metas a serem alcançadas - nada relacionado à seu crescimento intelectual ou desenvolvimento de seu senso crítico, apenas números a serem abatidos. Aprende-se que mesmo não seguindo normas de ética - como "colar" em provas ou copiar trabalhos , ele vai se sair bem, pois o que importa é a nota final, não os meios usados pra conquistar a mesma.

Criamos pessoas desprovidas de ética ou moral cívica, onde no seu ser, só importa o que vai ganhar pra si, moral cívica se esvaiu do processo de aprendizagem, onde é importante na formação da personalidade. Depois vemos nos veículos de mídia, "jovens roubam, jovens matam por dinheiro..." , e a sociedade ainda se pergunta "como isso pode acontecer?", é simples, olhem pra onde as crianças e jovens passam a maior parte de seu florescer intelectual, a instituição de ensino.

Falo isso em relação à maioria, acredito que que alguns se salvam por um senso crítico desenvolvido no âmbito familiar - total mérito dos pais - ou social - influências atípicas em quando o indivíduo se forma intelectualmente.

Temos inúmeras questões que brotam desse tema, mas as majoritárias já foram expostas, destrinchar todas não cabe a mim.

Pra finalizar, precisamos de mais exemplos, em principal na sociedade civil, e é nesse âmbito que devemos nos focar, investir na formação de senso crítico e moral civil - devo insistir nesse ponto ,  pois ao investir nesses pontos, teremos líderes prontos para exercerem suas funções, liderar , qualquer que seja a situação requerida. Diamantes intelectuais temos aos montes, é na família e na escola onde temos de lapidá-los.

Meio.



Meias palavras
meios sabores
uma meia só

Meio a meio no gostar
meio estranho de encontrar
achar alguém meio doido

Meios de criação
meios de ação
diferentes meios, então

meios estranhos de agir
meios anormais de mostrar
afinal, meio é nada sem a metade, enfim.

Prelúdio de história?

Rápida, sem nenhuma vírgula
sem tirar, nem por, promissora.

Verdadeiramente confusa como nenhuma outra
interpretações, mil, de frases vis.

Talento pra verdade, sinceridade de ambos os lados
 mas perguntas inúmeras de um lado, que se pergunta
[se o outro lado também é dúvida total

Muito a ser dito mas também muito a ser mantido pra si
correr pra quê? O tempo é pra ser gasto no entender.




Indecisão ? Decisão de não decidir nada ainda.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sonhar é bom.



Hoje sonhei com você, de todos, foi o sonho mais incrível que tive, não porque estava em algum lugar especialíssimo, e também não porque coisas indescritíveis - palavra que não me consta em vida - aconteceram. Incrível foi por um simples motivo, estávamos nós dois, sentados na areia, de mãos dadas, você estava rindo não sei do quê... Eu lhe olhava com cara de bobo e você estava com mais cara de boba do que de costume!

Foi incrível porque pude sentir teu calor em um sonho, podia sentir o calor e a brisa de final de tarde - aquela do momento em que o sol se põe, sentia a maresia povoando o ar que nos cercava, mas não sentia o cheiro do mar - como acontece quando qualquer pessoa está na praia, mas era você que estava lá - pois o teu cheiro floral e natural, fazia do meu ar o mais sublime ar já respirado por um homem de sorte.

Foi incrível sentir que tudo estava bem, que você era a companhia ideal para mim, uma companheira real, enfim, confiava que você estava ali só por nosso momento, não porque esperava uma vida inteira juntos, mas por um momento que durará uma vida inteira.

Ao acordar, tive de ler sobre Kierkegaard e Nietszchze, e refletindo após, percebi que o momento em que nos encontrávamos em sonho, era dionisíaco, me indentifiquei com tudo, nos identifiquei em tudo. No momento em que acordei, acordei sorrindo, achava que era real... Então quem dera um dia seja, pois quando estou contigo, é sempre incrível, talvez tanto quanto um fim de tarde olhando o mar de mãos dadas!

Um dia - quem sabe - eu tiro a prova e talvez te conte, se a coragem não me faltar, e a vontade de te beijar a cada vez que te vejo me dê o tempo de uma pausa para te contar - momentânea, claro, pois voltarei a lhe tirar a cor dos lábios ao pressioná-los contra os meus logo em seguida.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Espelho opaco


Palavras acariciam o ego
outras encantam teus botões
falam a tantos corações de graça.
Falar à um só faz saliva virar fumaça
Então que seja preferível o anonimato
do que falar a um só coração

Pagaria promessa de coragem pra não falar
daquelas que fazem sangrar joelho na escada
só pra roubar um espelho de reflexo opaco
adornado de rubis e sangue
onde não mostra quem sou
e sim a possibilidade de quem serei.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sabadábadagem

Em um senhor lugar, incrivelmente decorado 
adornado por todos os cantos 
estava ali, todos estavam ali 
talvez não de consciência, mas estavam 

De nada me importava as luzes 
de nada me importavam as companhias 
meus olhos eram holofotes 
iluminavam apenas teu rosto 

Pedi um pingado pra deixar o torpor passar 
achei que era de cigarro com cerveja 
mas era teu cheiro de flor de cerejeira 
me enebriou e elevou a um estágio que não mais conhecia 

Estágio, condição 
que se vista em uma tevê 
seria vista como romance de vista primeira 
mas primeira vista em muito tempo, apenas

Criou-se espontâneamente, como obra divina 
a vontade cristalina, uma voz terna e macia 
que me dizia pra correr por nós 
pra te encantas e dar nós cegos pra não mais sermos sós. 








terça-feira, 11 de setembro de 2012

Memórias

Os mínimos detalhes
a parte mais simples 
os simples olhares 
os raros entrelaçares 
tudo isso constitui 
momentos, eternamente
inigualáveis.

Memórias são doces demais pra serem manchadas por sentimentos que não correspondem à nobreza. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Pessoal demais pra não ser espelho.


Fizemos uma ponte, essa tal ponte durou e fez uma ligação, do impossível ao que se esperava de contos de fada. Ação, romance, melancolia, sofrer, tudo que um grande amor merece.

Grande amor?
Foi grande,
mas não grande de amor,
grande de todo o resto,
 mas não de amor.

 Prematuros fomos ao achar que era amor. Não era, era tudo prelúdio de dor.

De que valeu?
Valeu tudo,
 valeu de tudo,
 valeu por tudo.

E o que resta? Um vazio sem razão ou explicação imaginável, só eu e meus pensamentos agudos, apontando pra frente, onde meu futuro é próspero e infinitamente melhor sem você. Obrigado por me provar que eu sempre estive certo desde o começo, ninguém - digo ninguém mesmo - é digno de ser amado como se deve hoje em dia.
Que isso seja prelúdio de um tour pro inferno mais calmo e longo.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

História real


Algumas pessoas fazem trabalho social no centro de São Paulo, distribuindo alimentos e cobertores pra moradores de rua.
Depois de um tempo encontram um homem que tem consigo várias sacolas e um carrinho de mão - e dali ele tira seu sustento, quase que nulo. Tudo isso na porta de um mercado. Essas pessoas chegam no morador de rua e perguntam como ele está, como é a vida dele, o usual ao se aproximar de um excluído social.
Mas aquele cara tinha algo mais, com ele estava um cachorro, e esse cachorro estava envolvido em muitos cobertores, enquanto o morador passava frio. Perguntaram-lhe porquê passava frio sendo que tinha ali o suficiente pra se manter quente. Ele respondeu que o cachorro, que na verdade era uma cadela - ao contrário do que se pensou, havia "dado a luz" à filhotes naquela mesma semana. Portanto ele preferia passar frio a ver alguém morrer de inanição ou de frio.
Perguntam então onde está a família dele, então o morador responde, minha mulher e dois filhos estão morando na Argentina, foram pra lá quando eu e ela nos separamos... Perguntaram então há quanto tempo não via os filhos e ex-mulher.
- Tem uns dois anos...
- Sente falta deles?
- Sinto, mas eles estão melhor sem mim.
- Por quê?
- Morreram na viagem em que estavam indo pra Argentina enquanto eu trabalhava, o ônibus capotou, só os três morreram... Então acho que as almas deles ficaram por lá, e desde então sou eu e minha cachorra. Mas não fiquem com essas caras, minha família acabou de aumentar!
Então as pessoas dão os cobertores, os pães, as garrafas de suco e as rações - que carregam no caso de encontrar um morador de rua que tenha animal de estimação.
E se foram, com lágrimas nos olhos ao perceber que eles enfrentariam a morte com menos nobreza do que aquele homem de aparência deprimente, que passará o resto dos seus dias com a certeza de que quando sua hora chegar, ele irá pra Argentina.