(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Poema da mudança, ou algo similar.
Pegar carona neste cometa
de olhos fechados
sem saber pra onde ir
sem querer saber pra onde ir
Só fechar os olhos e acelerar
soltar as rédeas
se ver sorrir
o coração é o lar
Não de outro
o teu, o meu, o do mundo
o amor é teu
o outro é complemento
Amor pra sempre
é conto de fada
amor pra sempre
é a mãe natureza
Brinde sua vida com o máximo de empenho
em viver, em sorrir
que isso baste pra tudo ser teu, pro mundo ser sua morada
não se limite por espaços, seja livre. Voa. Flutue. Vá.
Mais uma de escrita
Vozes que só se esvaem quando são transcritos. Psicografia do próprio pensamento. Personagens que gritam suas dores dentro de você. E você só pára de agonizar depois do último ponto de exclamação, depois da última dor transcrita, depois da mágoa apaziguada, depois de libertar seu obssessor. Isso é inspiração. Transe total, vozes de todos os lado e nem saber de onde vem o que guia sua mão, morder lábio, cortar dedo, sem sentir. Escrever com sangue, se preciso, isso é amor.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Incentivo
Formação
Tens pernas
olhos, que olhos
consigo ver teus olhos em meus "o's"
é quase alucinação
Mel de "o"
quase uma forma de vida
aqui na frente
alucinação da saudade
Alucinação de estupidez
mel é saúde
você é minha saúde mental
eu sou tua alucinação
Reconhecimento
Deixe de lado essa maquiagem
foge
De todos
Foge
Foge dos paradigmas que te prendem
do namorado que não aprende
da vida que lhe foi reservada
do mundo que nada surpreende
Ganha o mundo, estufa o peito
cospe na cara dos idiotas
idolatra os humildes
e por fim, não se esqueça do idiota, aquele que nunca aprende.
Não se esqueça, o idiota vai estar te esperando
idiota esse que não se dá por vencido
o destino escreveu e vai cumprir seu desígnio
o idiota segue sua sina de carregador de malas.
Medo
Seria esse medo empecilho
Medo esse que impede
esse que apaga chama
que sufoca carinho
medo maldito que
guarda pra si o amor...
Medo esse que impede
esse que apaga chama
que sufoca carinho
medo maldito que
guarda pra si o amor...
Amor, quadrado amor.
Sou uma eterna ambiguidade
me falta sagacidade pra expressar
circulo pela cidade
junto a mim, saudosa saudade
Tempo longínquo que já não volta
volta tarde, volta sempre, lembrança é vivência
vivência é momento, momento é tudo
tudo é momento, tudo é eterno
Viver numa espiral sentimental
explosão de guerra no quarto miserável
pisar na sarjeta traz a mutação necessária
contendo assim uma vida mal vivida
[inacabável
Enquanto a luz celeste brinca nos teus fios
brinco de viver sorrindo, viver sonhando
com uma locomotiva com destino à eternidade
venha Vênus, venha reger minha vida.
Explicação - ou não.
Dá pra apresentar peça, poema, extirpando assim todo o sentimento que tenho, esse sentimento de mundo que brota de meu âmago, meu cerne. Brotando na alma secundária que todo poeta maldito tem consigo, divide o corpo com um ser atormentado que surge nas horas mais sombrias, lançando luz às suas próprias divagações. Coisa que nem passava por aquele corpo, palavras enebriantes, perdidas por entre estoques de informação mental, toda essa receita de caos sai do nada que habita o lado escuro do poeta, a alma negra, oriunda de outros tempos, de outras dores. É uma alma só, dividida em milhares de partes, vagando e pegando habitat com almas pequenas que nascem da piedade do divino. Essas sim, agraciadas, talvez, com um dom que é a maldição do homem moderno. Misturadas as almas, pequena e sombria, evoluem à uma grande, sagaz e aberta pra vida, uma solução peculiar que traz consigo, as dores e sentimentos de todos, as experiências de poucos. Resulta-se assim, o pensar profundo.
Um par de seios
Um par de seios
vira a cabeça
de um garoto
Um par de Seios
sensualiza a mal amada
erotiza seu despudor
Um par de seios
felizes ao toque
excitantes observados
Um par de seios
normalmente assoviados
nada demais para iniciados
Um par de seios
Já foi motivo para
virar mente, corpo e alma de muitos homens.
Homem - Peixe
Três pessoas que andam pela praia se espantam.
Pessoa 1 - Que porra é essa?
Pessoa 2 - Obviamente um peixe gigante, ué, será que é um mutante?
Pessoa 3 - Corre gente!
Pessoa 3 faz menção de correr mas pára, ao perceber que os outros dois estão imóveis, curiosos ao invés de paralisados de medo, como seria o normal.
Pessoa 2 - Tá com medo?! Credo, achei você era mais corajosa.
Pessoa 3 - É UM PEIXE GIGANTE, EU TO COM MEDO, CARALHO.
Pessoa 1 - Relaxa pessoal, vamo dá uma olhada, parece que ele ta andando.
Pessoa 3 - Ah, vão vocês, vou esperar ali no píer.
Pessoa 1 e 2 vão até o limiar areia-mar, vêem que o tal peixe gigante tá andando, penso para um lado, tem pernas. Mas a cabeça é de peixe, gesticula pois tem mãos, mas tem a cabeça de peixe.
Peixe-homem - Ruídos de sucção e grunhidos.
Perto da areia, mas ainda no mar, aparece uma criatura com corpo de homem, que no final as pessoas iriam perceber que se tratava de um sereiano.
Sereiano - Vocês dois aí!
Pessoas 1 e 2 - Nós?!
Sereiano - Obvio! Podem jogar meu irmão de volta?
Pessoas 1 e 2 - Esse monstro é seu irmão?!
O sereiano sente-se ofendido.
Sereiano - EI! É sim, não falem assim. Ele é especial. Ou você acha que só no mundo humano que existem pessoas especiais? Ele tem a síndrome do corpo invertido.
Pessoas 1 e 2 - Ah tá! Assim sim.
E jogam o Peixe-homem de volta.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Poetas, poemas e afins
Falar sobre o ato de escrever é algo delicado, digamos que o pensamento flui tanto quando a energia do cosmos está presente no ser. Se não me fiz entender fica aqui a súplica pelo perdão de quem não entendeu.
O poeta nunca sabe ao certo o que está fazendo, em suma, retrata o que seu âmago lhe propõe, e a medida do que lhe é proposto por ele mesmo, traz à tona uma tonalidade ímpar de sentimentos que usualmente tem seus pares.Normalmente impulsionado por vinho e cigarros.
Alguns falariam que são gênios incompreendidos, apenas rotulo-os como pessoas de extrema sensibilade e sentimento, não podendo guardar, tentam mensurá-los em palavras, mostrando ao mundo como são, como se sentem.
Mas assim como o vento frio das palavras soltas sopram na face - de quem ouve/lê, causando torpor ou admiração -, ele passa e as pessoas, com medo de que o vento frio possa vir de novo e do que possa acarretar, colocam seus sobretudos e cachecóis de estereótipos - vorazes moldados por uma sociedade vã, protegendo-se assim, do sentimento real.
E no final o poeta é mais um espectro que vaga por uma terra orvalhada, pensando o porquê seus demônios são os dele somados aos do mundo.
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