segunda-feira, 25 de junho de 2012

Explicação - ou não.



Dá pra apresentar peça, poema, extirpando assim todo o sentimento que tenho, esse sentimento de mundo que brota de meu âmago, meu cerne. Brotando na alma secundária que todo poeta maldito tem consigo, divide o corpo com um ser atormentado que surge nas horas mais sombrias, lançando luz às suas próprias divagações. Coisa que nem passava por aquele corpo, palavras enebriantes, perdidas por entre estoques de informação mental, toda essa receita de caos sai do nada que habita o lado escuro do poeta, a alma negra, oriunda de outros tempos, de outras dores. É uma alma só, dividida em milhares de partes, vagando e pegando habitat com almas pequenas que nascem da piedade do divino. Essas sim, agraciadas, talvez, com um dom que é a maldição do homem moderno. Misturadas as almas, pequena e sombria, evoluem à uma grande, sagaz e aberta pra vida, uma solução peculiar que traz consigo, as dores e sentimentos de todos, as experiências de poucos. Resulta-se assim, o pensar profundo.


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