domingo, 30 de outubro de 2011

Corre, corre!

A geração é essa o que falaram é só promessa
Promessa é só ilusão
vai pra rua então e luta com os irmão

Mas falaram tanto de revolução, o que que isso pra quem cresceu sem a direção?
e dizem prática faz antílope vira leão!
mas a maldita Vaidade faz o vacilão esquece o que é a porra da sua missão!
Eles falam de gírias, eu falo em dialeto
o mais correto pra mim é o errado que virou o certo

Vai que vai que o futuro é agora
zica sai fora, o meu futuro é na hora
o que eu faço é agora mas sem pensar essa porra nunca aflora.

A sua estrada é você quem faz
mas um canavial espesso só é transposto por quem é sagaz
então para de corre atrás de vadia, droga e boêmia
vira homem, cresce, faz o corre  pra agora salva sua vida

Mas a missão não se resume aos irmão
sua vida é bem mais que isso dae
tem um mundão pra corre agora por você
Os olhos que taxaram hoje são os que choram.
De inveja e arrependimento, pisaram, maltrataram teu talento.


(REFRÃO)
então corre,corre, corre,o  filho pródigo não morre.
corre, corre, corre, o filho pródigo não retorna nem morre!
Ele só corre na frente, na certeza que atrás vem gente
pode pá, mas a certeza é que ninguém vai passar
corre, corre que ninguém cansará.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comprovante de perdição

Deveria ter mantido
nós, integride,total
prato quebrado
cacos do nada

Plátanos ressecados
grama bege
lágrima de sangue
estais longe

Vai, se joga no mar das ilusões
acabe por provar o que previ
você vai se afogar, não vou salvar
rirei até chorar


Imagine, tudo diferente
uma vez daria certo
mas vá, faça sua vontade
e comprove.

Mais um

É um lindo cenário
um garoto
lago, cigarro
de cerveja embriagado

Plena quinta feira
nem saiu do colegial
pra ele é banal
saiu pra vida quando era fundamental

Fuma, bebe
fuma, bebe
fuma, bebe
sentido? nenhum, fugir? talvez

Mas devemos ressaltar
que está um sol de rachar
Latinha acabando
chora sem final

Sem finalidade
solta mágoas que só saem assim
menino que poderia ser querubim
mas queria ter cabelo de xaxim.

Som da vida

Ouça o som da vida
vida essa
que tanto me intriga
feche os olhos e olhe

Ouça e se molhe
fique mole
sem anseios
nada passa de falsos anseios

Relaxe, acalme-se
venha comigo
venha para marte
planeta esse morto, vivo conosco

Sinta os gostos
de cevada, etílico
bêbado lírico
solte a fumaça no seu eu indigno.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jogos de azar

Jogos de amor
azar e dor
estamos aqui
alheios ao cair das folhas
mãos atadas
olhos vendados
não vemos mais nada
o mundo gira
a vida passa
mas eu estou parado
espero que não esteja
jogue seus dados
já joguei os meus
quero que viva
não se prenda a mim
sou um prisioneiro
do meu próprio orgulho
procure um alguém
que lhe faça bem
digo isso da boca pra fora
não quero que vá embora.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pernas, sem

Esta doença que me pede piedade
"não é minha especialidade"
torturo ininterruptamente
até o inimigo morrer, esse sentimento

Sentimento que causa tal dor
excrucitante,triste e eterna
preferia ser pedra, estátua não sente
preferia ter missão a ficar no ócio

Me tiraram as pernas quando nasci
rastejo por entre palavras
tenho que aprender a andar
mas com tal sentimento é pior, a cada arrastar, uma lágrima

Se passar pela noite já fico feliz
demônios me assolam na escuridão
sono de esvai como se não fosse necessidade
e lá se vai minha arbitrariedade.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pássaro Negro

Este tal pássaro 
Engaiolado canta triste 
Sonha em voar para longe 
mas não posso deixar 
pois no momento em que voar 
dará meia volta pra me atacar 
ao libertar tal vastidão de voo 
dou asas para o que pode ser meu fim. 
Em sonho este maldito se liberta 
E finda meu sofrimento na forma direta 
pode ser sonho, mas o abismo é real 
caio como devo, simples mortal
mais um a escapar da verdade 
da dita felicidade 
culpa do pássaro negro, que sou eu na verdade.

 

Come girl, come to me.

Come with me
take my hand
I'll show u the paradise
my own personal paradise

You'll be happy
by my side
if not
I'll not stop u from going away

Come, come girl
come lil' darling
It's alright
It's cold and dark out there
but by my side it's warm e well lighted

Come girl, come to me.

Trough the night

Peguei minha mochila e saí
botei minha bota
coloquei meu casaco surrado
e saí

andei, andei, andei
por entre avenidas e ruas
pedindo carona e tocando na chuva
cheguei aqui

E te encontrei garota
não sei se devo ficar
sou do mundo
mas se quiser, essa noite posso ficar aqui

Se me prometer que me ama pela eternidade
mesmo que a eternidade, dure uma madrugada
depois de cervejas e maços, vou me embora
deixo você na saudade, mas com a certeza do amor

Em alguns dias vou te esquecer, mas tú vais lembrar
e vai se orgulhar daquele que te roubou e amou
tão fulgaz como um raio, mas assim marcante
te deixei desnorteada, venha a meu encontro um dia...

Geração sem crítica

Logo quando tu nasce
já tá na merda
descer mais é difícil
já que está até o pescoço de mentiras

Mentiras contadas pra te proteger
dizem teus mestres, ou ao menos os que deveriam ser
se é crítico, sai da porra do rebanho
cortam e chamam de mau exemplo

Logo a equação resolvida
são vinte reais pra pagar a cerveja do bar
e o cinzeiro cheio de cigarros
mas nada comparado a atmosfera de medo

Os jovens que ouvem à mídia
acabam por se vangloriar
de bem sucedidos no futuro
mas mal sabem que é isso que eles querem

Mal sabem que a verdade não é aquela que tá no jornal
mal sabem que a vida que levam é uma ilusão
sorriem para ti, enquanto matam teus sonhos
tudo não passa de ilusão, o ciclo de desgraça já é estabelecido

Mal sabem que são apenas grandes marionetes
riem e lhe chamam " louco" quando fala a verdade
então decide se calar, esperar que se quebrem
mas muitos morrem sem ver o quadro como é

Um pequeno grupo comanda
e uma nação toda padece lentamente
enquanto enchem seus bolsos de dinheiro
enquanto pais são presos por um pote de margarina.

Essa tal de...

Maldição dos tempos modernos
palavra recente no dicionário
desculpa  de quem tem medo
explicação da medicina pra quem é fraco

Assola essa humanidade
não por acaso, só surgiu a partir do ócio
que essa gente tão sabida venerou
o trabalho enobrece, dizem alguns

Horas vagas pra diversão até voto
pausas pra dias tranquilos também
mas fazer disso um estilo
é de cada um, arcar também...

Estranha a mim, é essa tal de depressão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sentido?

Fascínio por fogo, fumaça
como tudo se mistura e some
somos todos fumaça
sumimos na multidão

Esvanecemos depois de brilhar
ao menos que pouco
conectar conosco, com o "eu"
não mais, a conexão é com a internet

Globalização, interligados a tudo
com tudo há uma conexão
enquanto isso deixamos  morrer o importante
deixamos morrer o coração

Coração não como órgão
mas como fonte da vida
o beijo é banal, sexo é casual
cadê o sentido? correr atrás de papel...

Informação desnecessária
todo dia, toda hora
é rotina virar idiota
o crítico é malvisto, enquanto o babaca prospera.

Trecho do livro

"Confesso que tenho alguns hábitos anormais, principalmente para minha idade, as vezes, de madrugada, mesmo em dia de semana, sento-me no banco do quintal, e observo o lago e me concentro nos barulhos aleatórios, mosquitos que voam perto do meu ouvido, carros na rodovia, pingos de chuva caindo na árvore que me protege, tudo isso forma uma linda sinfonia enquanto fumo meu cigarro. "

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pra te ver queimar

Costumava puxar
pra te ajudar a queimar
hoje vou
pra te ver queimar

Com um esgar
verei seu coração parar
e quando a brasa emaecer
vou saber que te fiz sofrer

Me entorpeci
também para fugir
e nele brotou a idéia
de te perseguir

No final quem sorriu fui eu
tudo que tu eras
morreu
morreu enfim, minha dor.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Pedido!

Morfeu, aliado de Cronos
inimigo de Zeus
me deixe em chamas
não me deixe cair, não em ti

Não devo, tuas visões me alucinam
ó Zeus, ofusca tal poder
me deixe viver acordado
não me deixe mais viver endiabrado

E por sonhos malditos atormentado
cavaleiro teu ei de ser
se tu me ajudar, irei ajudar você
sem recíproca, sem mais

Rogo-lhe perdão
pois sei que mal fiz
mas deixe Morfeu fora disso
o deixe longe de mim

Deixe-o pra sempre
tenho medo
ando no orvalho da madrugada
temendo seu ataque inesperado

Se for pra morrer, que seja por teu raio.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Meretriz

Ela poderia ter sido tudo
mas se tornou o nada
o ócio a preencheu
se tornou uma meretriz

Não daquelas que tiram teus problemas
mas sim daquelas ruins
que tomam-lhe a cabeça de sopetão
e te fazem ficar louco em uma noite

Arruinou a vida de muitos e muitos homens
que viriam a deitar-se com ela
com deleite ela os via cair em suas armadilhas
jogo de sedução e perspicácia era o dela, ela criava e destruia

Deusa dos amantes endiabrados
divertia-se e depois os jogava a ruína
toda essa maldade aparente pra esconder-se do amor
essa menina que virou mulher antes da hora

Pela vida que levou, o amor em si não a encontrou
paixões carnais e tanto dinheiro que ela não sabia lidar
cheirou sua fortuna em noites exageradas
e por fim morreu só, sem amor e cheia de rancor.

Ele, em algum lugar

Sento no mesmo banco
penso, penso, penso
que ei de fazer?
Ociosidade já é presente

Sentar e fumar enquanto finjo pensar
para ninguém, ninguém mesmo pesar
nada de luz, o sol deixa apenas brilho
e quando a lua me banha, aí me encontro

Descolados usam drogas
fumam e cheiram tudo o que veêm
e eu continuo no meu cigarro
me organizo, ao menos não me perco em outro mundo

Sei de tudo, a noite é minha mão
a conheço como me conheço
bitucas, copos e beijos
todos tão fúteis como garotas da capricho

Ouço de tudo, mesmos papos de idiotas
cercado de ascéfalos, essa é minha vida
queria cultura, amor pela verdade, mas o vazio me preenche
tantos talentos incutidos em uma só pessoa, nenhum a ser usado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Não se avexe.

Noite serena ,pequena
cheia de lágrimas árduas
derramadas por ti
mas não de dor ou tristeza

Todas de felicidade
nada que bata a saudade
mas ainda assim
um princípio de felicidade

O que éramos já foi
o ontem ficou pra depois
amanhã é coisa de Tupã
teu hoje sou eu, lhe acordando
                                   [de manhã

Olhos cinzas de pessoas amarguradas
os teus tem mel, que adoçam minha calada
que vem me tirar a anemia de vida
e vem me trazer saudável a vida

Lhe aguardo o chamado
duvidoso de tuas intenções
diria Zeus que sou tolo
mas teu beijo anseio, de novo e de novo

E faria esperar por mais mil anos
pois se nosso encontro fosse mundano
bichos encarnaríamos
nisso, só a carne poderia temer por nós

Não se avexe, não há de de se machucar
só a mim, prazer dará
isso nunca há de incomodar?
Sra, venha pra mim, me dê felicidade, agora.

sábado, 8 de outubro de 2011

Realidade

Balada

- Ei marcinho, joga esse pó aí na mesa porra! - fala Julinho, boyzinho do Sul de São Paulo, enquanto seu amigo, "irmão" como ele falava, jogava dois pinos de cocaína em uma balada da zona sul, também.
- Agora vamo cheira tudo e meter nessas vagabundas que estão com a gente porra!
Então Julinho e marcinho cheiram um pino cada um, e voltavam pra sua vida sem nenhum problema.

Favela

- Ei Boy, o pino é dez, vai querer? - Falou Jibóia, um dos muitos vapores da sul, que não devia ter mais que quinze anos.
- Vo, dá dez aí.  E tirando a nota de cem reais da carteira recheada, Marcinho comprou.

Mais tarde:
- Hoje o lucro foi grande em, os boy compraram dez mano,  vou logo passar a mão nessa aqui em, minha mãe tá doente, vou comprar remédio pra ela. Então Jibóia pegou a nota de cem e e enfiou no bolso.


Casa do Patrão

- Moleque, tú achou que eu não ia perceber? Quem manda nessa porra sou eu, vai me roubar? Sempre vai chegar no meu ouvido, tú vai morrer safado.  - Colombia, o dono da boca, sacou a arma e matou Jibóia, e tirou a nota de cem da bermuda que vestia seu corpo inerte.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Acordar, agora.

Não vejo mais sinais vitais, em nenhum de nós, a juventude está sem pulsação, não vive, sobrevive, hoje tudo é errado, estamos tomados pelo ideal capitalista, tudo é questão monetária, os objetivos de muitos a minha volta são, beber, beber, ganhar dinheiro pra perseguir mais garotas! "Tá meu amigo, isso é fase, mas e quando isso acabar? um dia você vai se cansar, e depois, qual será teu objetivo? quer se tornar mais um ser vazio? pensa!"
Ninguém tem mais criticidade, os que pensam que tem adoram ser "do contra", tudo tá errado, tudo tem que ser diferente, não é por aí amigo, do mesmo jeito caem no senso comum, tá todo mundo parecendo formiga sem formigueiro, sem rumo! Vamos acordar, traçar e correr atrás de objetivos, juventude!

Volta!

Perdeu tua consciência?
não no sentido de beber e não lembrar
isso pra mim é normal
normal acordar na vala e seguir o dia, é bom

Tú te perdeu nas curvas daquela pequena
nunca mais se achou
continuou na curva e rumou ao precipício
a cautela não existiu, correu demais

Nisso tua consciência se foi
esvaiu, hoje tú é rotina
é automático, é pássaro engaiolado
é como Andrômeda esperando a maré subir

Meu irmão, tú foi pequeno
tú foi moleque, não se entregue assim
é experiência, não exatidão, aprenda e siga
nunca confie n'uma pequena, que pode lhe despedaçar

Volta pro mundo
pede carona, a estrada tá aí
tens muitas curvas a tua volta
o precipício não é tão fundo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Jardim de lápides

Deitado sobre a relva 
aves de rapina no céu 
neve caindo 
pintando o cenário de um branco pálido 

Assim como seu rosto 
antes moreno com o sol e felicidade
pálido de neve e falta de lucidez 
esta terra há muito esquecida o abriga 

Pois ele e a terra tem muito em comum 
dois esquecidos, compartilhando palidez profunda
tanto mental quando naturalmente terna na dor
Ao som de violinos imagina sua morte 

Ópera a regar-lhe os monólogos 
sozinho ele não se entrega ao supérfluo 
parece que há muito, ele era feliz 
estava ali, deitado, na mesma ravina 

Mas estava acompanhado 
deitado com sua bela donzela 
pássaros coloridos voavam 
estranho como tudo mudou 

Nada é mais como era 
a morte devastou e o deixou sem chão 
lhe levou a vida, a levou 
e ele sobreviveu,ficou, a que propósito? 

No tudo que ficou, nada mais achou
viajou o mundo a procura de algo 
mas nunca encontrou, voltou 
e lá encontrou, tudo como deixou

Em que difere esse cenário... 
A ravina virou cemitério, está em cima do túmulo
o de sua amada, jovens passam ao longe e nem se espantam
não sabem se ele está vivo, ou morreu quando ela se foi.

Love

A lágrima que rola
não é de dor
o pranto não é por deixar de tentar
é de tanto te amar

Já dizia a música, o amor nos deixará vivos
ah sim garota, deixará, pois é por ti e por ele que vivo
vai nos deixar vivos, pra viver o que devemos viver
juntos, mãos dadas, pôr do sol quando houver

Tempestades, pro que der e vier.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Irmã

Lágrimas que se confundem com ódio
não sabe se chora de amor,de dor ou decepção
acho que o misto dos três
ela está lá, sem chão, o moleque que bancou o machão levou seu coração

Orgulho de ser amada não existe, ela se perde na própria cabeça
por ser boa, tem amigos pra se apoiar, o que seria dela se não existissem?
só sei que os tem, pro que der e vier
eles estarão aqui aqui até a dor passar e o sangramento estancar...

Eu te amo, irmã.