(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Algo pessoal.
Certas palavras invocam uma energia tão forte que seu âmago grita em apoio ou desprezo à tal invocação... No meu caso, a palavra "anjo" traz lembranças tão numerosas e fortes como a quantidade de sal do Mar Morto, decerto algumas amargas como o sal do objeto da analogia, mas nada supera lágrimas que caem em súplica por dias melhores. "Anjo".
Portas
Na verdade a felicidade verdadeira só é fruto de luta, pois sem ela não há honra, sem dor não há real felicidade, é como luz e trevas, um não existe sem o outro.
sábado, 21 de abril de 2012
Adianta?
São espelhos pela sala
cacos aos seus pés
mãos que pingam
ninguém conhecia a que foi assassinada
O mundo o sufoca
machuca a si quando é pra lutar
e luta quando não é
Ninguém conhecia aquele que se jogou da ponte
Borrões na multidão
o mundo se resume a você e mais ninguém
quem merece viver já vive
ninguém conhecia o que morreu no acidente
Borrões na multidão
a sociedade em constante mutação
prega o pastor para que ninguém mate o irmão
ninguém se importa porque ninguém tem face
Fé em algo que não se vê
gosto pra bocas impulsionadas por toxicidade
sexo desenfreado para saciar a carne
ninguém sabe de mais nada além de si, a quem também não conhece.
De quê adianta tudo?
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Animais
Noite feliz, noite de amor - mas sem senhor, sem senhor e a felicidade, não está lá ao contrário do que acham. Não nasce ninguém, mas poderia daqui nove meses. Sem dor ou rancor - dor só em razão da fricção.
No vai e vem mecanizado -pautado por arranhões e gritos selvagens- não são um e sim dois indivíduos longínquos que se embatem em um cruzamento quase herege. Sem carinho ou apreço, quase que famintos por uma carne que preencha um vazio que fluido algum irá fazer, apesar do que esperam.
Não hão de encontrar realização onde nada mais se espalha além da podridão, o mal cheiro das paredes mofadas e da cama abarrotada de outros corpos. Não sabem os nomes um do outro, nem de onde vieram, suas histórias. De que importa? Se os seios estão no lugar e o pau é grande.
Onde a carne clama o amor não alcança. Só dois buscando êxtase, sem amor ou transcendência, após, trocarão.
No vai e vem mecanizado -pautado por arranhões e gritos selvagens- não são um e sim dois indivíduos longínquos que se embatem em um cruzamento quase herege. Sem carinho ou apreço, quase que famintos por uma carne que preencha um vazio que fluido algum irá fazer, apesar do que esperam.
Não hão de encontrar realização onde nada mais se espalha além da podridão, o mal cheiro das paredes mofadas e da cama abarrotada de outros corpos. Não sabem os nomes um do outro, nem de onde vieram, suas histórias. De que importa? Se os seios estão no lugar e o pau é grande.
Onde a carne clama o amor não alcança. Só dois buscando êxtase, sem amor ou transcendência, após, trocarão.
Só dois
Acorda com beijo do meio-sono que estava,em razão do fogo que se desprende da epiderme, brota o suor lentamente, fazendo regar cada parte do peito iluminado pelo luar. Seguindo cada gota que se desprende da nuca e peito, rumando para o lugar mais esperado do corpo humano, despertando o imaginário de quem lê e as lembranças de quem já viveu... Calor.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Imortalidade
Alguns se vão pelo caminho torto
mas quem há de dizer que não é certo?
Outros seguem tudo que lhes dizem
e o ganham é uma fila para jazigo público
Sem mais nem porquê
apenas mais um nome entre muitos
Enquanto outros se põe no risco
a linha de frente honrosa
Louros são apenas para ganhadores
mas ganhar é uma possibilidade dos que tentam
Todos morrem, isso é fato
a imortalidade depende do interim.
mas quem há de dizer que não é certo?
Outros seguem tudo que lhes dizem
e o ganham é uma fila para jazigo público
Sem mais nem porquê
apenas mais um nome entre muitos
Enquanto outros se põe no risco
a linha de frente honrosa
Louros são apenas para ganhadores
mas ganhar é uma possibilidade dos que tentam
Todos morrem, isso é fato
a imortalidade depende do interim.
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