domingo, 29 de julho de 2012

Poema de valia sem a mesma;

Divino sou eu
ou divino é você?
sei que nada sei
mas sei quem se encolhe é tatu

No torpor infernal que a paixão me deixou, sei que o amor real voltou.

Amor real
brotou
desbotou
desbotou meu paletó

Fiquei de peito aberto
um laço sem dar nó
me corte
me deixe só o pó

Não há nada a oferecer
em contramão tudo a dar
uma oferta sem valia?
só tal amor dirá...

Cigarro.

Beija minha boca
percorre meu pulmão
brinca pelos meus dedos
é, fumaça, companheira da paixão
mas de nada valeria
se um dia não fizesse parar de bater o coração.

Elemental, a mudança.



Que venham suas máquinas!
que venham vossas colheitas!
que sua cultura seja industrial
que desmonte sua classe

Que um novo proletariado se crie
que as chaminés predigam a destruição
que este poema nada mais seja que um lamento
que a lágrima que corre em olhos bretões
               [lave seu manchado sangue ancestral

Que sua revolução não seja apenas industrial
que seja intelectual, mental, adeus romantismo!
que venha o capitalismo, com seu grande aliado, o conformismo
roguemos para que sobre algo além da dor...

Cada qual com a máscara que lhe compete.


Cada um tem seu cada um,
cada qual com sua razão
dois orgulhosos que não mudam de opinião
onde ninguém pode ouvir a voz da razão
enregelou o coração
e nunca se viu um despertar tão tardio
mas de coração gelado nada se ama
só se apega ao calor exterior
deixa lá dentro algo a cantar na gaiola
talvez um pássaro ou leão de focinheira
máscaras são tão comuns por fora
usar uma por dentro não deve ser tão ruim...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Marcas essas, fugazes e duradouras...





Já deixei minha marca em muitos lugares
floripa, rio de janeiro
de londres à liberdade
essa marca nem sei se ficou

Tem marca de todos os jeitos
rosa, vermelha, roxa, preta, com gosto ou sem
construindo lembranças
lava sai, ou uma semana que dura

Nem entendo que tanto afluente eu deixei
nem a razão que fez o coração querer marcar
não entendo o desígnio do encontrar
talvez uma lembrança a deixar, ou nada pra se lembrar
                                        [depende do nível da embriaguez



A marca que talvez a chuva lavou
ou se prego no chão, o passo no cimento
a bituca no relento, o beijo roubado, o chupão acizentado
tem gente que fala que noite não tem final, mas até marca da gente é usual.

Ferro, fogo e paixão.







Eu voltarei...


"Lê cantando... "


Eu vou voltar a ser maloqueiro,
 que é assim que eu gosto, ultimamente tá difícil
, to vivendo só no ócio.
Ocioso não dá pra ser,
assim não dá pra vencer, eu to aqui pra ver,
 alguém mais iludida que você
Melhor que cê não vai acha
mas vo deixa cê procura
mas na hora que cê volta,
já vo ta em outro lugar
outro lugar, outro rosto, outro corpo outro posto
posto de decolagem rumo ao céu sem miragem
já diria mano brown a vida é loca e sem massagem.

Tu chorando e eu sorrindo,
e eu vo chega, cê não tá com o teu mino?
ce vai fala que ta, mas que tá infeliz, e vai na hora me fala o que já sei é um chamariz

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Memórias

E o que mais machuca é o pesar, de não ter feito antes, de não ter levado adiante, de não ter sido constante. Não arrependimento, não há como voltar, mas que poderia ser diferente esse jeito de amar, disso dúvida não há. Mas o que sobra são pensamentos embaralhados, rostos endiabrados, e lágrimas nos assoalhos.

Memórias que não me saem da cabeça, cordas soltas desse nó que ficou por aqui... Pesar.Repensar.Voar.Pousar.Aí, contigo. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ode à tristeza que se transforma em fodacionismo.



Eu tô cansado de falsa moralidade
falsidade, tristeza sem aplicação
se tivesse até poderia, pensar em uma ação...
mas vo pensar em quê? (esse verso 2x)

Venha a mim todo o resto !
todas são assim, nenhuma se respeita...
então não vamos respeitar!

Arriba! e tira !
tudo  que por !
arriba! e tira!
pudor!

Então hoje eu decidi,vo pro cabeleleiro
depois vo pro puteiro, se eu beber como o planejado
 a próxima parada é o coveiro!

Arriba, arriba!
e tira!
A vida!
Arriba! arriba! e desce!
desce não! aqui é quermesse!

é saia? nem precisa! é paulada na virilha!


Então hoje eu decidi,vo pro cabeleleiro
depois vo pro puteiro, se eu beber como o planejado
 a próxima parada é o coveiro!

Diálogo do diabo!

‎- Vamos lá, acende um cigarro. 
- Não agora, que diabo! 
- O quê falaste? 
- Não! 
- Não, depois.
- "Que diabo?"
- Porquê me chamou sendo que já estou aqui?
- Você é o diabo?
- É, eu sou.
- Ué, mas esse é um diálogo mental, como pode?
- E quem disse que eu sou um ser sobrenatural? Estou dentro de cada um.
- Ah, agora entendi. Mas ora pois, o cigarro não é coisa sua?
- É que achei que você era crente.
- Ah sim! Explicadíssimo.
- Mas você é o quê?
- Nem eu sei, só que você é mais um estado de espírito do que um ser palpável. O senhor dá licença que eu vou fumar.
- Vai com deus.

Ânsia

Ânsia
a cada tragada
ânsia
a cada mordida

Ânsia
a cada passo de distância
ânsia
está fazendo lambança

Cada trago
uma ode à autoflagelação
cada trago
libertação de sua maldição

Cada mordida
um problema que se vai
Cada mordida
um lábio que sangra

Ânsia de deixar de ansiar
ansiando deixar o anseio pra lá
A ânsia que vem e vai
só a terra que gira pode dizer

Nego nagô da noite de lua nova
bate palma pra dizer que já ta chegando
Seu cigarro em brasa de canto na boca
deixa queimar, tragando e vivendo é que vai matar.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pontas soltas!/?


Gente demais, supérfluo demais
companhias demais 
oito é cíclico
música boa, companhia indecente

Encontra, sorri após
e sai
Encontra, sorri após sair
"mais uma idiota"

Uma promessa que outrora foi feita
nem se põe em prática
só quando tem mulher feia
provar o quê? pra quem?

Mas elas são tão fugazes
são cheiro, cabelo e cerveja
olhos afiados ao olhar enluarado
a neblina nefasta as faz fantasmas de grife

A bateria toca
na batida da bateria eu te toco
uma batida leve e eu volto a mim
essa não é minha boca
-    vou trocar

Trocar de vida , de despedida
demente você, desmente a mim
despindo meu olhar, me dando seu sorriso
roubo, devolvo, furto e você nem sabe

O quanto eu quero
o quanto imagino, o quanto te quero
desminta agora, a mentira que fiz
                                  [só pra você...
mentira verdadeira.


As preliminares passadas, lábios vindouros
desconstruindo a verdade e inserindo itens de luxo
essa situação incômoda.
- A cerveja aqui é cara, meu caro.
- Cara, caro é ali no cara. Aqui é careca.
Só falácea
desmentindo a verdade já dita
construo uma verdade que nem foi real
caio no mundo do talvez, hipoteticamente;

Pontas soltas.

Pequena amarração


- Mas se quer me matar de prazer, pra quê não me deixar tocar em você?

 Amarrar meu vão mental ao seu abismo de medo. Junto a gente forma uma ilha de incertezas, lindas, apaixonantes, provocantes incertezas.
Sorrisos e mordidas nos lábios, nada mais que provocação incorporadas pela personagem que toca o "foda-se" no final e pula um muro. Sabendo que ali tem cachorro. Mas sabe o que quer. Quer sua bela ilha com seios do amanhã e uma veia pulsante no dia seguinte. A madrugada da confusão anuncia a aurora de um novo sentimento. O que ninguém viu estava acontecendo no vão. A ilha tá ficando perto. Embarque no meu barco em águas turvas, brotando sentimento de cintura alta.
- Quero ir onde ninguém nunca foi, nela; o que ninguém viu, o que outros dedos não sentiram. Quero unha quebrando na carne, quer tudo e mais um pedaço de pele rasgando carinhosamente seu passado fantasioso e mal-interpretado.

A ligação intelectual é a ponte de duas pessoas, aponte sua pessoa pra longe da ponte.



Deixa firmar.


Deixa, afirmar-se mutualidade. Reciprocidade.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Silenciosamente


Silencionamente
sinto tua voz me cortar o peito
em consequencia
sinto a lágrima escorrer
Silenciosamente
tristemente, a ilusão se esvai
caio de baque na realidade fluída
o rio que permeia meus pensamentos
era feito de sua essência
E agora está tudo seco
seco, nordeste,norte, de tão seco
e o que farei agora?
Silenciosamente
me coloco à soleira da minha porta
e bato a porta, às minhas costas
Silenciosamente
o sol me conta que não é a última vez que
                                     [ isso vai acontecer

Silenciosamente, eu concordo
e silenciosamente, eu ando pela calçada
observando como a vida é linda e renovável.