terça-feira, 10 de julho de 2012

Pontas soltas!/?


Gente demais, supérfluo demais
companhias demais 
oito é cíclico
música boa, companhia indecente

Encontra, sorri após
e sai
Encontra, sorri após sair
"mais uma idiota"

Uma promessa que outrora foi feita
nem se põe em prática
só quando tem mulher feia
provar o quê? pra quem?

Mas elas são tão fugazes
são cheiro, cabelo e cerveja
olhos afiados ao olhar enluarado
a neblina nefasta as faz fantasmas de grife

A bateria toca
na batida da bateria eu te toco
uma batida leve e eu volto a mim
essa não é minha boca
-    vou trocar

Trocar de vida , de despedida
demente você, desmente a mim
despindo meu olhar, me dando seu sorriso
roubo, devolvo, furto e você nem sabe

O quanto eu quero
o quanto imagino, o quanto te quero
desminta agora, a mentira que fiz
                                  [só pra você...
mentira verdadeira.


As preliminares passadas, lábios vindouros
desconstruindo a verdade e inserindo itens de luxo
essa situação incômoda.
- A cerveja aqui é cara, meu caro.
- Cara, caro é ali no cara. Aqui é careca.
Só falácea
desmentindo a verdade já dita
construo uma verdade que nem foi real
caio no mundo do talvez, hipoteticamente;

Pontas soltas.

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