- Vamos lá, acende um cigarro.
- Não agora, que diabo!
- O quê falaste?
- Não!
- Não, depois.
- "Que diabo?"
- Porquê me chamou sendo que já estou aqui?
- Você é o diabo?
- É, eu sou.
- Ué, mas esse é um diálogo mental, como pode?
- E quem disse que eu sou um ser sobrenatural? Estou dentro de cada um.
- Ah, agora entendi. Mas ora pois, o cigarro não é coisa sua?
- É que achei que você era crente.
- Ah sim! Explicadíssimo.
- Mas você é o quê?
- Nem eu sei, só que você é mais um estado de espírito do que um ser palpável. O senhor dá licença que eu vou fumar.
- Vai com deus.
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