segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atrelado

Quis um dia fugir do amor,
triste amor que causei
a mim, a ti, às outras

Triste sina numa estrada
ladeada por prantos de segundas chances
sinalizada por estacas de corações cravados

Esses tirados de vítimas inocentes
sem malícia, dor, ou dentes
não se vais, mas sem vida, sem mais

Clamando aos céus que me deixe
me deixo iludir pela mudança provisória
entro no teu jogo e embarco na odisséia.

Deixa a vida liberar o prêmio!

Há apenas um jeito de não se deixar aproveitar
não saia, não viva, não fume, não beba
seja um robô mergulhado em desamor
até que o ciclo finda e você se liberta, rancor toma conta

Toma conta até perceber que de nada vale
o mundo é tão belo e são tantos olhares
multidões e criações, bizarrices e celebrações
viva, procure, sua jornada está só começando

Ao som diversificado da acidez divina
foge da luz púrpura para o verde, esperança
futuro, vida, amores, tudo e todos melhores
me conte os teus pensamentos que te mostro meus sonhos

Cada qual no seu canto, mas se cruzando
cada qual na sua vida, mas vida conjunta
cada qual com seu sorriso, mas devido à companhia
você na minha vida, eu na tua, sem mais

Se vai durar, se não
hipóteses estão aí pra nos atormentar
mas deixe ir, deixe estar, deixe rolar
se for pra ser, que seja, se não, valeu a pena tentar.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sementes

Em mais um dia me vi perdido
na imensidão de mim mesmo
fiz casa em ti, mas em ti deixei
o meu maior pedaço
a melhor parte de mim
o que te faria dizer "sim"
a fumaça é meu segredo mais falso
se conto é porquê tenho um medo, vasto
Vasto medo que faz do prado intesamente mortal
Como um simples vivente, vou deleitando
e semeando pequenas sementes
de vida, desamor e sorte
talvez com sorte, encontrar a morte...

Bipolaridade

Gosto, não gosto
amo, não amo
nego, confirmo
você, ela
uma, duas
aqui dentro
é uma confusão
o que fazer
sem como correr
correr de quem?
pra quê?
dividir o coração em dois
nem dá mais
já está lá
do coração, nos anais.