aves de rapina no céu
neve caindo
pintando o cenário de um branco pálido
Assim como seu rosto
antes moreno com o sol e felicidade
pálido de neve e falta de lucidez
esta terra há muito esquecida o abriga
Pois ele e a terra tem muito em comum
dois esquecidos, compartilhando palidez profunda
tanto mental quando naturalmente terna na dor
Ao som de violinos imagina sua morte
Ópera a regar-lhe os monólogos
sozinho ele não se entrega ao supérfluo
parece que há muito, ele era feliz
estava ali, deitado, na mesma ravina
Mas estava acompanhado
deitado com sua bela donzela
pássaros coloridos voavam
estranho como tudo mudou
Nada é mais como era
a morte devastou e o deixou sem chão
lhe levou a vida, a levou
e ele sobreviveu,ficou, a que propósito?
No tudo que ficou, nada mais achou
viajou o mundo a procura de algo
mas nunca encontrou, voltou
e lá encontrou, tudo como deixou
Em que difere esse cenário...
A ravina virou cemitério, está em cima do túmulo
o de sua amada, jovens passam ao longe e nem se espantam
não sabem se ele está vivo, ou morreu quando ela se foi.
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