Sento no mesmo banco
penso, penso, penso
que ei de fazer?
Ociosidade já é presente
Sentar e fumar enquanto finjo pensar
para ninguém, ninguém mesmo pesar
nada de luz, o sol deixa apenas brilho
e quando a lua me banha, aí me encontro
Descolados usam drogas
fumam e cheiram tudo o que veêm
e eu continuo no meu cigarro
me organizo, ao menos não me perco em outro mundo
Sei de tudo, a noite é minha mão
a conheço como me conheço
bitucas, copos e beijos
todos tão fúteis como garotas da capricho
Ouço de tudo, mesmos papos de idiotas
cercado de ascéfalos, essa é minha vida
queria cultura, amor pela verdade, mas o vazio me preenche
tantos talentos incutidos em uma só pessoa, nenhum a ser usado.
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