quinta-feira, 7 de junho de 2012

Poetas, poemas e afins


Falar sobre o ato de escrever é algo delicado, digamos que o pensamento flui tanto quando a energia do cosmos está presente no ser. Se não me fiz entender fica aqui a súplica pelo perdão de quem não entendeu.

O poeta nunca sabe ao certo o que está fazendo, em suma, retrata o que seu âmago lhe propõe, e a medida do que lhe é proposto por ele mesmo, traz à tona uma tonalidade ímpar de sentimentos que usualmente tem seus pares.Normalmente impulsionado por vinho e cigarros.

Alguns falariam que são gênios incompreendidos, apenas rotulo-os como pessoas de extrema sensibilade e sentimento, não podendo guardar, tentam mensurá-los em palavras, mostrando ao mundo como são, como se sentem.
Mas assim como o vento frio das palavras soltas sopram na face - de quem ouve/lê, causando torpor ou admiração -, ele passa e as pessoas, com medo de que o vento frio possa vir de novo e do que possa acarretar, colocam seus sobretudos e cachecóis de estereótipos - vorazes moldados por uma sociedade vã, protegendo-se assim, do sentimento real.

E no final o poeta é mais um espectro que vaga por uma terra orvalhada, pensando o porquê seus demônios são os dele somados aos do mundo. 

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