Não me agrada esse empolamento todo,
que os poemistas fingem ser necessária para poetizar.
Não é.
Poema é alma.
É dor. É fel.
É amor.
É pênis. É vagina.
E gozo, muito gozo.
Gozo da vida, gozo da porra da dor.
E gozo de porra.
É tudo e apenas é
não precisa de palavra grande
não precisa nem falar de boca cheia
quando recitar
só precisa falar
não precisa fingir
só deixar o pensamento
a corrente da loucura seguir
afluir
Poema é.
Sem floreio grande
sem choro de instante
Poema é
até o que eu quiser que seja
mesmo que seja eu
falando de cerveja
OU
daquela mulher cor de jambo
caramelada que só ela
que me bambeia o mundo
todo dia de pagamento
Poema é,só é.
E tudo mais que a vida puder carregar.
Tudo mais o que a mulher puder carregar no bucho.
E tudo mais que o dicionário do poema simplista pode dizer.
Samuel Simples.
(R.C.)
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