quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Venha cá!

Trago-lhe, roubadas de um jardim simplório cuja dona era a velha Jô, tú me repreende por tal ato, eu não penso nem ter roubado, apenas trouxe a ti o que pra ti foi plantado, é de direito. Cada rosa do mundo é pra um amor avassalador, e pra ti trouxe várias.

Trouxe todas que pude encontrar, não só do jardim da Jô mas também de todas as senhoras que plantam flores a lembrar do amor que se foi, a se deliciar com o perfume imaculado de uma rosa que recém desabrocha. Esse perfume não deve derramar lágrima de saudosa saudade. Deve deixar cair teu olhar no meu, e como resultado uma bagunça nos lençóis, calores que emanam da singularidade. Um planeta nasce, uma vida prospera, um "eu te amo" é gritado entrecortado, fogos de artifício, não sei de onde vem, nem em que ordem, só sei que acontece. Venha cá, vou te virar de cabeça pra baixo e te fazer voltar, te ensinar o que é viver! Cada momento será nosso, depois vira poesia pra embalar a vida.

Você vem me embalando com o olhar, agora não quero mais parar, quero tudo o que você pode oferecer, pode ter certeza que meu mundo eu vou te dar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário