Era magro, pálido, quase transparente, não tinha amigos mas era alguém, era aquele que chegava de fones de ouvido e sentava-se no canto oposto da mesa do professor à direita, na última carteira, a quina da sala, chegava e saia, com seu carderno, intacto. Quem era esse garoto?
Caim tinha pena do mundo, não nasceu pra aprender, já sabia de tudo, não entendia o porquê de viver, sabia o caminho da prosperidade, o da maldade, conceito de fácil e errado, cresceu sem falar nada...
Até que um dia aquela pequena chegou a ele e perguntou quem ele era, disse-lhe que era Caim, sem sobrenome, sem detalhe... Ela lhe beijou, montou na moto e antes de colocar o capacete cochichou em seu ouvido... Eu te amo.
Nisso Caim apoiou-se no muro e agradeceu por viver. Caim sabia de tudo, agora precisa sentir tudo.
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