Não necessito de título pra me fazer lido
limitar, procurar, definir
não sou nada
sou misto, monstro
Sou inimigo de mim mesmo, daqueles que sorriem podres
amigo dos piores, aqueles que matam o que tem de bom
conhecido da morte, essa mesma que você pensou
velho ente querido do sol, esse que ilumina, meu pai
Não sei o que dizer na noite
que me chama pra andar, dar uma volta
essa luz de tom gelado, que me banha de sereno
sereno fico quando chuto a pedra, jogo no vidro e bato até quebrar
Quero que cobras troquem de pele, balas perdidas rasguem epidermes
que rompam com o usual , com o normal
quero que o mundo seja real, nada de imagem de jornal surreal
quero sentir-me vivo como outrora, que seja apenas um "terra a vista", uma nova aurora.
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