quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Caminhos estreitos

Fora, sozinho ao relento
na cara, o vento
nada de amigos
todos perdidos

Não é mais iludido
sua fé é em si mesmo
hoje em dia, só conhecidos
nada de aproximar, distância dos mortais

Perdeu a fé no mundo
política é suja
rosas são podres
lindas,encantadoras, mas podres

Caminhamos para o caos
ninguém mais se importa
o que senta ao lado
no final do dia come bosta

Pra sobreviver
pra ter o que comer
não vê sentido na vida
nada de pureza sadia

Tenta achar um caminho
mas na encruzilhada para
estradas são tortuosas
muitos desvios, nenhuma certeza

Certo que do mesmo destino todos compartilham
trilha o seu, " o que tiver que ser, será" pensa consigo
fuma,bebe,estuda,melhora,piora,some,regressa
como se nada tivesse acontecido, e a cada raiar, a máscara é colocada.

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