sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Clamor de um solitário

Nem sei quantos cigarros fumei
não sei o quanto bebi
perdi a conta na décima
perdi a vontade com a lembrança

Só sei que sinto tua falta
um clamor de um solitário
que vaga por entre noites
e não suporta nenhum sol

Pois ele me lembra você
devasta essa vastidão de vida
tudo a minha volta brilha
mas aqui dentro é escuro

Não sei se voltas
nem sei se quero que voltes
estais melhor assim
sua felicidade acima de minha dor

Nada pra chorar
lágrimas se confundem
com as garrafas vazias
nada mais é real, quem sou eu?

Não sei se sou pássaro
cachorro ou humano
tudo é tão mundano e insano
quero fugir e nunca mais voltar

Ver o mundo, provar até cansar
um dia quem sabe voltar
ambiguidade presente no meu cerne
quero te ver, de longe.

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