segunda-feira, 15 de outubro de 2012

E assim se segue a vida (ou não-vida).


Não sou normal, carrego em mim um eterno assassino serial, que por entre olhares encontra suas vítimas. Não seria anormal se fosse um simples assassino serial, assassino todos em meu íntimo, deixando toda gota de dor imaginável se desprender daqueles rostos que sorriem pra mim na rua, em festas, no sexo... Deixo se estrebucharem, agonizarem e pedirem clemência perante uma platéia lotada de pessoas iguais a mim, com o mesmo mesmo rosto, porém de diferentes personalidades, todos aplaudindo a maestria de minha crueldade.

E assim durmo e acordo feliz, com o mesmo sorriso solitário e feliz de matar todos e ao mesmo tempo não matar ninguém a não ser eu mesmo.

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