sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Só deixa sair e rume com a corrente.


Escritos de outrora
alcançando a aurora
apenas agora
rimando na hora, sem nada chora

Entrega-se a palavras momentâneas
que fazem do poema uma constante
mas não poética, não obstante do sarcasmo
escreve como quem tem espasmo

Solta, solta, solta
rima puteiro com celeiro e acha que tá legal
publica em algum lucar pra ver se é real
sente que na palavra as pessoas se acham

Só deixa sair  e espera que entre na corrente
como um afluente desvirtuado
que seguiu seu curso ao contrário
encontra a corrente pra tentar ir pra frente

O que nasce com nada
é interpretado por alguém como tudo
função da minha escrita é deixar sair
de um sentimento do mundo à suspiros de saudades.

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