(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Discorrendo sobre o amor, ou o conceito do mesmo.
Um certo dia ouvi uma música que dizia: "Quero um amor maior, que eu".
Seguramente, não quero nada maior que eu, nada que eu não possa lidar, quero um amor sob medida, beleza medida, com frases afetuosas e desmedidas. Quero paixão destemida, um rosto que me faça sorrir em meio ao mau dia.
Que traga fogo, ferro e choro de criança. Véu, igreja e festas de arromba, quero sonho realizado. Idealização que deixe de ser ilusão.Nada maior que eu, algo pra mim, algo com um pé no chão e o outro nas estrelas, olhos marejados ao dizer sim. Sim - salabin, a palavra - quase que mágica - que traria à melancolia, um fim. Esperado fim...
Acredito que sem o cinema, contos-de-fada e suas imagens de cavaleiro em armadura reluzente, músculos definidos e um sorriso em que a imperfeição está em falta, os amores seriam muito mais reais, menos pré-concebidos, mais vividos. Hoje é preciso aprender a amar, na medida, sem nada maior que você. Você, e alguém. Seja ela ou ele, se te deixa com borboletas estomacais, é o que vale.
Vinícius já citou que beleza é fundamental, mas ele nunca especificou qual era. A exterior atrai, mas se por dentro fores um Quazímodo, não terás nada mais do que casos apaixonados que minguam em dois, três meses.
Construam-se, entreguem-se, senão, a geração mais infeliz que já pisou na terra, será a nossa.
Eu vou amar, me entregar a alguém que me transborde e precise de mim. Já vocês, aconselho que façam o mesmo... De que vale toda a beleza do mundo se é maior que você? Que seja beleza na medida e amor sob medida.
As deslumbrantes que me perdoem mas a harmonia exterior-interior é fundamental.
(Rômulo Cesco)
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