quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sobre o amanhecer.

Todo dia, descobrimos que pode ser o recomeço. Nos perguntamos, recomeço de quê? De tudo, oras!
Recomeço, de amizades que há muito deixamos de lado por motivos fúteis, essas que uma vez ou outra nos pegamos pensando sobre. Recomeço, de uma aproximação mais amorosa com nossos familiares, pelos quais nutrimos grande afeto mas nem sempre, por diversos motivos, conseguimos ter uma convivência pacífica. Recomeço, de uma vida que sempre sonhamos, com as realizações pessoais que apenas nós sabemos que nos preencheriam, mas por inúmeras razões, decidimos procrastinar.
Todo dia é uma chance pra ser melhor do que ontem, não quer dizer que seremos diferentes e uma metamorfose total. Todo dia é uma chance pra se despir das máscaras que nos colocaram, que nós colocamos, que nós aceitamos colocar para sermos aceitos, passarmos despercebidos. A isso eu digo não!
Somos diferentes, inúmeras nuances, pequenos seres de luz que apagam a si para se adequar ao cinza da cidade. Em essência somos iguais, discordo quando dizem que o homem é ruim, como se fosse inerente. Não, somos animais, e como animais, quando acuados fazemos coisas que normalmente não faríamos, e o que não nos acua hoje em dia? Vamos abrir mão dos rótulos, dos melodramas, da transferência do peso da culpa de nossos atos, dos comentários infelizes à respeito de outras pessoas, sobre as escolhas de outras pessoas!
Garanto que se botarmos em prática, o dia em que isso acontecer será melhor que o anterior. Pois como humanos, temos a possibilidade de sermos super-humanos, comermos nossos defeitos em cada jantar, sermos mais dóceis, afáveis e atuantes em cada amanhecer.
Somos potência, deixemos cair o peso inútil que aceitamos carregar, carreguemos a cruz de trabalhar pelo amor, que por si já pesa, o resto, é passageiro.
R.C.

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