(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Diálogo.
Uma mesa de bar. Toca Cartola nos falantes de som ambiente.
- Para onde vai ?
- Não sei.
- Vai, mas não sabe pra onde?
- Exatamente. - respondeu, olhando o céu como que voando.
- Mas qual a racionalidade de ir pra um sem-número de lugares possíveis?
- Toda, por ser um sem-número de lugares, posso ir à todos esses , e mais tantos que quiser.
- E a vida , como fica? e o trabalho? A rotina?
- A vida vai comigo, no trabalho serei facilmente substituído... e a rotina acabará, o que definitivamente me faz sorrir.
- Tá, mas e o sorriso de quem fica? vai contigo?
- Não espere que eu te convide, se quiseres venha comigo.
- Mas são muitas coisas a serem pesadas para uma decisão dessa magnitude.
- Medo é inerente ao ser humano, mas covardia é defeito moral. Cuidado com a linha tênue entre esses.
- Não é medo, é costume. Não é covardia, é um meio que já é meu. Mudar é difícil pra maioria das pessoas , as que não são você. Eu sou preso à mim e tudo que me cerca.
- Deveria ser alheio à isso.
- Deixe me ir... preciso me encontrar. Lhe digo ainda essa semana sobre minhas correntes quebradas ou não.
E se foi. E o outro continuou com o cigarro aceso, devaneando liberdade.
R.C.
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Terei que tirar um dia para ler esse seu blog inteiro.
ResponderExcluirParabéns você escreve muito bem.
Sassaki ;)