(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
terça-feira, 25 de junho de 2013
O meu amor
Meu amor é calado e rápido, vem e vai com a velocidade de uma bala de revólver. É, é bem isso o que ele é, bala, que perfura meu peito e vai entrando sem pedir autorização, sem querer saber se estou preparado, se minha vida está pronta pra o turbilhão que é o amor. Ele vem. Só, é um pouco mal-educado, eu admito, mas não o recrimino. Eu o agradeço, não o deixaria entrar se ele pedisse por isso, perderia a graça. Seria previsível.
Ele também é insano, desmedido, louco de pedra. Daqueles amores que tem rompantes, que não consegue se segurar dentro do peito que habita, percorre todas as camadas da pele e passa pelo corpo todo, faz da minha boca um mar de belas palavras e de minhas mãos, ferramentas de fazer sorrisos aparecerem. Das minhas pernas eu nem falo. Ele me move pra qualquer lugar. Qualquer lugar mesmo. Fico feliz de nunca ter me apaixonado por alguém que mora do outro lado do mundo, isso seria difícil de lidar.
Meu amor é possessivo, não cheio de ciúmes, não. Ele é leve quando se trata de ciúmes, hoje. Ele é possessivo porque quer estar sempre junto, quer compartilhar, quer entender, quer ouvir, quer se encantar, quer gostar de gostar tanto de alguém, quer ver sorrisos. Quer beijar boca com sorriso bobo. Quer sorrir bobo. Quer pertencer. Quer ser possuído e possuir, quer ser um. Quer casar objetivos e ser digno de um roteiro de cinema, porque esse amor quer perdurar, quer fazer alguém feliz pela vida inteira. Inteira, não meia vida, mas se for uma meia vida feliz também já vale.
Meu amor quer pertencer. Eu quero pertencer. Meu amor quer ficar. Eu vou deixar que ele fique, sem resistência, até com um pouco de condescendência. Dessa vez vou deixar ele ficar de verdade, sem amarras. Vamos ver no que vai dar, afinal, só ganha a vida quem se arrisca, quem dá a cara a tapa. E no amor não seria diferente, o problema é que o tapa é na alma; mas não tem problema, porque o amor que eu tenho não vai cobrar, caso cobre, é somente o que ele deu. Não uma relação de troca, não. Não um escambo sentimental, não. Cobrar o não cobrar, ele deu o que quis e vai receber o que é merecido. Esse é o amor que me pertence, esse é o amor que eu quero fazer pertença de alguém. Eu pertenço a ele e ele à mim.
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Que lindo, estou apaixonada pelo seu blog... Seus textos, esses texto!
ResponderExcluirQuão talentoso