sexta-feira, 7 de junho de 2013

Luíza

As cores perderam seu calor
se tornaram frias conforme perdemos o ardor
o cinza agora me toma de sopro
como o vento que preenche o oco
o vazio que preenche ou deixa de preencher

O que pertenceu outrora é lembrança sépia
de sorriso em negativo, pois agora seus dentes são pretos
enegrecidos pela morte branda que tomou seu brilho
te vejo ao longe como um pequeno e gracioso cadáver
de uma beleza extrema, porém sem vida, triste, findada

Como uma flor de primavera, no outono perdida
como água suja maculada pela tinta
hoje és filha de renascimento no cosmos , beleza oculta
mas esse cinza que veio é sim a mudança de olhar, sem mais amar
cheio de significados e também com nenhum, te olho morta-viva, viva!

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