(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Nu no final
Mais e mais sinto minha vida se direcionar copiosamente - ordenadamente, sem interrupções, para um suicídio onde meu sadismo é o que mata, e o pior, sei que matará covardemente, já que meus atos voltarão pra me atormentar - esses amores inacabados, amizades repentinas, minhas amantes voluptuosas e vazias, palavras insensatamente ditas, minhas noites perdidas, das quais só tenho flashes como lembranças...
Não me toma de agonia, essa morte prescrita e prevista, pois a escrita me salva do medo deveria acompanhar essa certeza. Não apenas a escrita, mas meu narcisismo hipócrita, que me deixa amar o reflexo que está no espelho e odiar os pensamentos que pertencem ao mesmo, que me deixa chorar - lembrando chuva - quando ninguém está por perto, que me faz convulsionar o peito em razão de agonias intermináveis, e que me deixa criar identificações diversas - as quais ninguém verá, onde jazia pele imaculada. Medo não acompanha reflexo saudável de sorriso fácil.
Toda a certeza vale de nada. Apenas anseio que o abraço final seja real , que me traga vida, pois a morte cerebral é o sentido do viver intensamente -paradoxalmente, sendo intenso sem estar intenso, nunca tenso, sempre frouxo nas amarras da razão...
Por esses motivos enumerados de modo complexo, tenho por outrem pena por se aproximarem de mim, sem conhecer a linha tênue em que me equilibro, sadismo - tortura, além dessa certeza cega e taciturna que habita em algum canto escuro de minha alma.
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