(Tudo que está aqui, saiu do emaranhado de pensamentos conflituosos que permeiam a minha vida)
terça-feira, 20 de março de 2012
Abraão.
Abraão era um bom estudante, agradava seus pais, a namorada, o chefe, e ainda mais, sua amante. Abraão seguia regras, fazia de tudo por eles, por ela, mas só viva com ela. Abraão ouvia, Abraão obedecia, Abraão não dava azia, mas Abraão só dava prazer a ela. Abraão era profundo, Abraão era oriundo de outras eras, Abraão agradava sem mostrar mazelas, mas ainda assim, só era ele mesmo com ela. Ela não tinha nome, estava lá quando chamava "Ivone"! Mas sabia-se que esse não era seu nome, ainda assim, ele era seu homem. Abraão pra ela corria quando seus pais brigavam, quando a namorada implicava, quando o chefe o espancava - mental e moralmente, e ainda assim, Ivone o ouvia, consolava e sorria quando dizia "te amo" da forma mais sincera que ambos já haviam ouvido... Mas não era amor doentio, muito menos febril, era frio, contato apenas no ato, consumando o fato, de que não era dela ou dele, eram dois em um, uma vida conjunta misturada a duas, nada de mais, nada mais que o normal, o problema de Abraão e Ivone era outro, era mental.
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Gostei.... e muito! Bjs
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