como em uma tela
vou me refazendo
desfazendo-me em caminhada
Preferindo renascer a reciclar-me
no canto trevoso da alma me acho
fazendo luz em fogo, me abraço
com os ciclos da lua
refaço meus passos
pré-datados, cheios de significado
bebendo de uma felicidade inalcançável
orbitando no que culminaria
na expansão da consciência
desafio meu ser inferior em transcendência
ressignificando a existência e a arte do louvor
a língua da fatídica maledicência
da traição e da inconsequência
também é a que fala do amor
- o qual ousou, jurou explicar de alguma forma
até que, com digno pesar, humildade voltou a ter
do amor a gente é só identidade
descrição só cabe no viver
do amor é só noção simplória
por mais profunda que pareça ser
reconheço-me menino verdade
nos mistérios do percorrer
de amor e vida
passageiro atento e presente voltei a ser
futuro e passado na confluência do crescer
sendo eterno aprendiz na santidade do dever
que como intuição se mostra caminho
dizendo que a vida é larga como navio de carga
como tem de ser.
R.C.
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