de poesia pintada de desespero
e grande exaspero social
falando de feridas que não secam
não sangram
abertas abusivas a olho nu em qualquer canto
de uma cela de abuso à um sanatório agressivo
da criança que da chuva entre as marquises busca abrigo
da perda da infância inocente por culpa de crápula conhecido
dos vis que matam sem deixar vestígio
de uma ferida que é uma sociedade
que se gere pelo estrago
pois o trabalho remunerado não enobrece tanto
quanto se doar para quem merece
e se alguém tanto necessita de quem é a culpa?
dos homens que renegam sua essência
usando inúmeras desculpas forjadas
por uma inteligência dada
Todo sistema econômico que se baseia em moeda
não favorece o amor nem o teoriza
não traz o que nos há de mais precioso na vida
a compreensão de um continuar além daqui
que engulam suas próprias línguas, os falsos moralistas !
pra uma sociedade sem amor não há vida
está fadada ao colapso
dividir e taxar em larga escala
gera desequilíbrio e discriminação
em diversas áreas
caso não houver modo de vigiar
daqui pra frente só tende a declinar
nas próximas gerações voltaremos ao tempo
do culto ao corpo despudorado nas orgias
do desrespeito e aumento exponencial de maus tratos
ao semelhante e à natureza
a cisão é sempre a mesma
alguns se corrompem pela riqueza
outros se quebram e roubam
para ter um pão e leite frio à noite na mesa
tantos morrem e enlouquecem por não poder dar fi
a esse sistema cíclico e predito
continuamos na mesma
o mundo se comendo ,ruindo em dor
enquanto em eterna tristeza
observo homens de luz governados por parasitas.
R.C.
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