quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Soneto da confirmação.



Rosadas faces que sorriem para ti
olham a mim, mas sorriem apenas para ti
com a pena que transparece nos olhos
e te ruboriza as maçãs, transmitindo melancolia.

Preso à métrica, não que me prenda
ainda assim a patriarquia de uma tal vanguarda esperada
novos tempos, eternos antigos dias
pequena menina, disse-lhe que era passageiro...

Sorrir-lhe já não lhe faz sorrir
de que adianta então tanta vontade ?
Se as barreiras tuas já se levantaram contra meu estandarte.

Roubo do santo pai para te trazer a lua
Roubei da tua aurora pra tentar te amadurecer
como fruta formosa que era, acabei lhe azedando.


Mesmo que passássemos anos a fio
a bonança, nas lembranças, seria o vazio.

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