segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Papel cortado

Ele já andou por muitos lugares
já colheu flores artificiais
já contou estrelas por prazer
já viu coisas estranhas de crer

Ele já disse amor onde depois houve dor
desprezo onde houve aconchego
lembranças de algo que parece distante
mas é apenas o passado, lá, onde costuma ficar

Fez coisas que muitos duvidam
correu bastante, se queimou com a frieza
derreter corações não tem preço
mas o jeito sempre é mutável

Colher flores do campo pra presentear
correr à beira-mar, amar à luz do luar
sempre ao passo de que um dia novo vem
há a chance de ser melhor, fazer melhor

Um recomeço talvez, a cada dia
uma nova pessoa talvez, diariamente
criar raízes longe, expandir o mundo como goma
um brinde ao que nos mantém vivos, brindemos a vida.

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