domingo, 15 de maio de 2011

com você aqui.

Queria ser para ti, o que Romeu foi para Julieta, o que Clyde foi para Bonnie, o que Harry foi para Gina, quero ser teu par, teu igual, tua metade, teu metal, teu ar, teu céu e tua terra. Quero ser teu tudo, teu nada, teu amigo, inimigo, odiado e amado, querido e desprezado, quero teu mundo, quero você, completa, com todos os adjacentes e adjetivos, te quero em meu altar, quero teu olho no meu, tua cabeça no meu peito, tu se demorando em meus braços, não quero um momento breve, quero tu do meu lado, daqui até a eternidade, pois como diria cazuza, nossos destinos foram traçados na maternidade.

Quero-te de um jeito terno, lhe fazer amar, me amar, amar a vida, carnavalizar, apreciar, verbalizar como quem adora adorar, fazer o que Zeus fazia, amar a todos sem deixá-los enjoados ou com azia. Não apenas passar, mas também vivenciar tudo o que pudermos adorar, sem abusar do que pode nos prejudicar, mas a parcimônia vem com a aprendizagem do desconhecido, o prazer escondido, está nos caminhos esquecidos, quem lembrar-los, poderá abri-los.

Se vieres comigo, o desconhecido iremos desvendar, e então voltar, com a evolução em nós, não apenas na imaginação, como os descrentes ousaram pensar, acreditar que não poderíamos chegar.

Rômulo Reis Cesco /@alorocesco

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